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Data da Publicação: 19/11/2013 - 12h00
Postado em Pecuária de Corte

19/11/2013 12h00 - Postado em Pecuária de Corte

Valor da arroba do boi sobe quase 10%

Fatores climáticos tiveram papel fundamental para ajudar a encarecer o produto neste ano

Curitiba – O preço pago ao produtor pela arroba do boi subiu 9,92% no Paraná entre janeiro e outubro deste ano. Só no período da entressafra, de junho a setembro, o aumento foi de 5%. Em janeiro, o preço médio da arroba era R$ 96,10 e ontem estava em R$ 106,30. As informações são do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). 

Os fatores climáticos tiveram papel fundamental para ajudar a encarecer o preço do produto neste ano. As chuvas dificultaram a implantação das pastagens de inverno, que depois foram prejudicadas pelas geadas e pelas ocorrências de neve, principalmente em julho.

Com a redução das pastagens, provocada pelo frio, os produtores tiveram que buscar outras alternativas para alimentar o gado, como bagaço de frutos e subprodutos de culturas agrícolas, como cascas de soja, resíduo de milho quebrado e silagem (milho cortado e fermentado). Isso encareceu o custo de produção, segundo o técnico de pecuária de corte do Deral, Fábio Mezzadri.

Também influenciou no custo de produção o aumento dos preços das sementes de pastagem de inverno, principalmente o azevém, que no ano passado custava entre R$ 1,80 e R$ 2,50 o quilo e neste ano era vendido entre R$ 3 e R$ 5 o quilo. De acordo com ele, o sal mineral, que também é usado na suplementação animal, também pesou na conta dos custos.

“O produtor gastou mais neste ano, mas também recebeu mais, o que acabou compensando”, disse Mezzadri. Segundo ele, hoje, o rebanho do Estado é de 9,6 milhões de cabeças, mas já foi maior. Em 2002, eram 10 milhões de cabeças. Ele explicou que isso aconteceu porque muitos produtores substituíram o rebanho por plantio de soja, cana-de-açúcar, milho e até floresta, por ser mais rentável. Com isso, abateram a matriz produtiva. 

O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Alex Lopes da Silva explicou que além dos problemas na entressafra, a demanda aquecida por consumo de carne no varejo também contribuiu para elevar os preços. Segundo ele, em 30 semanas do ano, de um total de 46, os preços estavam maiores que em 2012. Este levantamento é de São Paulo mas, de acordo com Silva, reflete no restante do País. Ele lembrou que também pesou muito no custo da pecuária a suplementação de alimentação animal, principalmente a soja e o milho.

O técnico do Deral Fábio Mezzadri acredita que de agora até o final do ano a tendência é o preço da arroba ficar estável. De acordo com ele, nesta época do ano, as condições de pastagens são melhores em função das chuvas e do clima quente. No entanto, os preços também dependem da variável do mercado internacional.

Já Silva aposta em estabilidade de preços ou até em uma pequena elevação do valor da arroba. Isso porque a demanda por carne no varejo deve continuar alta com as festas de final de ano, o pagamento do 13º salário e as contratações para empregos temporários.

De acordo com dados do Deral, do total de carne produzida no Estado, que foi 314.987 tonelas no ano de 2012, apenas 3,5% vieram de outros estados ou países.

Fonte: Folha de Londrina

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