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Data da Publicação: 24/11/2016 - 10h32
Postado em Sem categoria

24/11/2016 10h32 - Postado em Sem categoria

A tilápia de Maripá

Município se tornou referência com a profissionalização dos produtores e a modernização dos sistemas de criação

Há 37 anos, o produtor rural Alindo Schach, de Maripá, região Oeste do Paraná, decidiu investir no cultivo de tilápia. Pelos 26,4 hectares da propriedade, construiu nove tanques de água para diversificar as atividades entre o plantio de soja e milho e a criação de gado leiteiro. O negócio começou com a engorda de sete mil peixes por ano e, de lá para cá, saltou para 150 mil no sistema de viveiro de terra. “É uma atividade que oferece uma rentabilidade interessante na comparação com outras culturas”, avalia o descendente de imigrantes alemães.

Ao longo desses anos, Schach investiu pesado em tecnologia para aumentar a produtividade, com a instalação de silos alimentadores, aeradores, bombas d´água e giradores. Integrado a Associação dos Aquicultores de Maripá (Aqimap), desde 1997, o produtor conta com assistência técnica permanente na propriedade. “O auxílio de um profissional é fundamental para profissionalizar e modernizar a atividade”, destaca.

A evolução da piscicultura na propriedade de Schach é só um exemplo do que ocorreu no município de Maripá, referência estadual na atividade. Segundo o técnico Cesar Antonio Ziliotto, do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a criação de tilápias começou na década de 90 como uma alternativa de diversificação nas pequenas propriedades do município. “A atividade foi, sem dúvida, responsável pela manutenção de muitas famílias no meio rural, inserindo jovens na atividade e melhorando a renda de muitas famílias”, afirma.

De acordo com ele, o primeiro passo foi organizar os produtores e, em seguida, instalou-se uma unidade de pesquisa para a realização de novos experimentos. “O nosso objetivo foi buscar uma nova maneira de produzir, capaz de aumentar a qualidade e a quantidade de peixes, remunerando melhor o produtor”, lembra Ziliotto.

A etapa seguinte foi organizar a cadeia produtiva, com a fundação da Aquimap, em 1997. “Com o auxílio da assistência técnica e apoio da associação, os produtores se profissionalizaram, desde a construção de tanques até a produção final e a comercialização da tilápia”, explica o técnico. A atividade se consolidou em 2008, com a instalação da unidade de abates de peixe da Cooperativa Copacol, no município de Nova Aurora.

Hoje, a piscicultura envolve 89 produtores rurais em Maripá, que produziram 6.648 toneladas de tilápia no ano passado. O volume representa um salto de mais de 6.000% na comparação com 1993, quando foram produzidas 150 toneladas do peixe. “Essa evolução é resultado da profissionalização dos produtores e da modernização dos sistemas de criação”, observa o técnico.

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