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Data da Publicação: 24/08/2012 - 12h00
Postado em Notícias

24/08/2012 12h00 - Postado em Notícias

Tempo seco colabora com colheita do milho safrinha na região Noroeste

Os quase 50 dias sem chuva são comemorados por produtores de milho safrinha da região Noroeste do Paraná. Isto porque o período da colheita, normalmente entre junho e início de setembro, coincidiu com a estiagem, ajudando a manter o grão em condições ideais para o trabalho: seco e firme. "Estamos no final da colheita e […]

Os quase 50 dias sem chuva são comemorados por produtores de milho safrinha da região Noroeste do Paraná. Isto porque o período da colheita, normalmente entre junho e início de setembro, coincidiu com a estiagem, ajudando a manter o grão em condições ideais para o trabalho: seco e firme. "Estamos no final da colheita e é bom para o agricultor que o tempo se mantenha assim", explica o engenheiro agrônomo Jorge Ogassawara, do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Maringá.

O agricultor Jorge Alberto França afirma que gostaria de, pelo menos, mais 15 dias sem chuva para ter tempo de terminar a colheita com tranquilidade. "Seria uma beleza se isso acontecesse, já que a chuva estraga e derruba a lavoura", afirma. Além de 45 alqueires de milho, França é proprietário de 45 alqueires de trigo, espalhados pelos municípios de Maringá, Iguaraçu e Ângulo, no Noroeste do estado. Ele defende que a chuva neste momento seria prejudicial à colheita das duas culturas, pois deixariam os grãos úmidos, o que é desvalorizado pelas cooperativas.

Ele explica que a combinação de chuva no momento do plantio, ausência de geada no inverno e a seca no período da colheita foram fatores determinantes para a boa safra e os bons preços deste ano. Além disso, o bom momento do milho safrinha da região Noroeste coincide com a quebra de safra dos Estados Unidos, causada pela seca intensa nas regiões produtoras do país. A escassez de grãos no mercado externo seria outro ponto de valorização da safra paranaense, de acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Ogassawara.

O produtor Édio Favoretto conta que por conta desses fatores, a saca do milho já é vendida por um preço 9,4% maior do que o comercializado no mesmo período do ano passado – R$ 26,5, em 2012, contra R$ 24, no ano passado. Favoretto explica que toda sua colheita já foi negociada em contrato no final de 2010. "Vendi por R$ 20 a saca, porque naquela época a expectativa era que a saca da safra 2012 não passaria de R$ 15. Se tivesse aguardado, poderia ter um lucro maior. Mas não dá pra adivinhar, né?", diz, com bom humor.

Mesmo com seca no Sul, safra foi a maior da história

Apesar da seca que provocou quebra de 8,5 milhões de toneladas de milho e soja na Região Sul, o Brasil colheu na temporada 2011/12 a maior safra de grãos da história, conforme novo levantamento divulgado em 9 de agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A agricultura alcançou 165,92 milhões de toneladas de grãos, em uma área plantada de 50,81 milhões de hectares. Tanto em volume quanto em extensão, houve crescimento de 1,9% em relação aos recordes de um ano atrás.

A Conab atribuiu o resultado à expansão do milho – que rende o dobro do volume de soja por hectare. Na soja, houve queda de 11,8%, para 66,4 milhões de toneladas. Mas, no cereal, a expansão foi de 26,8%, para 72,8 milhões de toneladas.

Jornal de Maringá – Maringá/PR

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