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Data da Publicação: 11/09/2014 - 10h33
Postado em Soja

11/09/2014 10h33 - Postado em Soja

Soja aguarda números do USDA operando em campo negativo

Na manhã desta quinta-feira (11), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registravam, mais uma vez, preços em queda e o contrato novembro/14, o mais negociado nesse momento e referência para a safra norte-americana era negociado a US$ 9,89 por bushel, por volta das 7h40 (horário de Brasília). O recuo nas principais posições […]

sojaNa manhã desta quinta-feira (11), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registravam, mais uma vez, preços em queda e o contrato novembro/14, o mais negociado nesse momento e referência para a safra norte-americana era negociado a US$ 9,89 por bushel, por volta das 7h40 (horário de Brasília).

O recuo nas principais posições variavam de 3,50 a 4 pontos com os investidores na defensiva à espera dos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga nesta quinta-feira às 13h (horário de Brasília). As expectativas do mercado são de maiores estimativas para a produção, produtividade e estoques finais da safra 2014/15 de soja dos Estados Unidos e também mundial.

No Brasil, o que tem amenizado o impacto dos menores patamares de preços em quatro anos na Bolsa de Chicago são os bons prêmios pagos nos portos – com US$ 2,85 por bushel sobre o novembro, em Paranaguá, por exemplo – e a alta do dólar frente ao real. A moeda norte-americana já acumula três sessões consecutivas de alta nessa semana e beira os R$ 2,30.

Às vésperas do novo boletim de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado internacional da soja registrou uma sessão de movimentações pouco expressivas. Os futuros da oleaginosa, porém, oscilaram diversas vezes entre os lados positivo e negativo da tabela e os principais vencimentos fecharam a sessão regular desta quarta-feira (10) com altas de 1 ponto. O contrato novembro/14 encerrou o dia valendo US$ 9,93 por bushel.

O dia foi de poucos negócios para a commodity na Bolsa de Chicago, uma vez que os investidores se mantiveram mais na defensiva e à espera dos novos números do departamento norte-americana, buscando um melhor posicionamento. O novo reporte será divulgado nesta quinta (11) às 13h (horário de Brasília).

“Esse é um momento difícil para o mercado, em que ele já absorveu bastante o peso de uma safra recorde nos Estados Unidos, obtido com extrema facilidade esse ano. A média das expectativas é de uma safra de 105 milhões de toneladas para a soja e esse relatório chega em um ponto de uma safra praticamente garantida”, explica Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora.

Esses ligeiros ganhos registrados pela oleaginosa tiveram reflexos também nos preços praticados nos portos brasileiros para a soja futura. Tanto em Paranaguá como em Rio Grande a alta para as cotações foi de 0,36% e o mercado fechou o dia com R$ 56,20 e R$ 56,50 por saca, respectivamente.

Os prêmios ainda altos nos portos e mais o avanço do dólar frente ao real permitiram esse fechamento positivo. Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,22% e fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo a R$ 2,29 na venda. No acumulado do ano, o dólar já soma um ganho de 2,33%.

Alguns analistas afirmam que esse ganho do dólar frente à moeda brasileira é reflexo de um movimento de espera dos investidores por novos dados da pesquisa eleitoral. Além disso, o mercado reagiu positivamente ainda frente algumas apostas sobre uma possibilidade de início de um processo de aumento do juros pelo Federal Reserve – o banco central norte-americano.

Apesar do pequeno avanço dos preços nos portos, no interior do Brasil a soja recuou em quase todas as praças de comercialização consultadas pelo Notícias Agrícolas. Em Cascavel/PR, queda de 0,93% com a saca valendo R$ 53,50; em Tangará da Serra/MT, R$ 52,00, sem variação; e em Não-Me-Toque/RS, o preço também caiu 0,93% terminando o dia em R$ 53,50/saca.

Expectativas do Mercado para o USDA

As expectativas do mercado para esse boletim são, principalmente, de um aumento nos números para a soja no quadro norte-americano e também no mundial. A safra 2014/15 foi estimada em agosto em 103,85 milhões de toneladas, porém, o esperado varia entre 106 e 109 milhões de toneladas, dada às excelentes condições das lavouras no Meio-Oeste e ao alto potencial produtivo que vem sendo registrado nesta temporada. O rendimento dos campos de soja deve ficar, em média, em 52,4 sacas por hectare, contra 51,47 reportadas no relatório anterior.

Da safra 2014/15, a expectativa para os estoques finais norte-americanos para a soja é de 12,30 milhões de toneladas, contra 11,7 milhões do boletim de agosto. No cenário mundial, os estoques finais da safra 2014/15 de soja são projetados entre 82,9 milhões e 88,2 milhões de toneladas, com uma média de 86,09 milhões. Em agosto, esse número foi de 85,6 milhões de toneladas. Ainda sobre a soja, mas para a safra 2013/14, são esperadas de 66,5 milhões a 68,2 milhões de toneladas, registrando uma média de 67,18 milhões de toneladas. No boletim anterior, esse número ficou em 67,1 milhões de toneladas.

Clima nos EUA

As lavouras de soja dos Estados Unidos se encontram, agora, na fase mais importante que é a de enchimento de grãos e as condições climáticas nas principais regiões produtoras do Corn Belt continuam favorecendo o bom desenvolvimento das plantas.

Para essa semana e a próxima, as previsões indicam que o Meio-Oeste deverá contar com temperaturas mais baixas do que o normal para essa época do ano, além de chuvas bem distribuídas e de bons volumes. Os danos que poderiam ser causados por algumas geadas precoces nos estado de Minnesota, Wisconsin e norte de Iowa nesta sexta-feira e sábado foram, no entanto, minimizados.

“Os traders continuarão monitorando as previsões de clima para o Meio-Oeste, porém, as atuais projeções indicam riscos e danos mínimos para essa safra”, disse o analista de mercado do site norte-americano Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Fonte: Notícias Agrícolas

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