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Data da Publicação: 11/06/2013 - 12h00
Postado em Notícias

11/06/2013 12h00 - Postado em Notícias

Safra de soja tem rentabilidade de 139% no PR, aponta estudo do Cepea

Para cada R$ 1 que o produtor de soja de Londrina (PR) investiu na safra 2012/13, teve um retorno de R$ 2,39. Ou seja, 139% a mais. Os dados consideram o custo operacional, que inclui gastos com insumos, mão de obra, operações mecânicas, assistência técnica, juros sobre capital investido e impostos. Se for considerado o […]

Para cada R$ 1 que o produtor de soja de Londrina (PR) investiu na safra 2012/13, teve um retorno de R$ 2,39. Ou seja, 139% a mais.

Os dados consideram o custo operacional, que inclui gastos com insumos, mão de obra, operações mecânicas, assistência técnica, juros sobre capital investido e impostos. Se for considerado o custo total –que envolve depreciação de máquinas, benfeitorias, terra e capital investido–, o retorno será de R$ 1,64.

Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que passará a divulgar a rentabilidade de soja, milho, algodão leite e pecuária.

Mas nem todos os produtores de soja puderam comemorar como os de Londrina.

Para quem plantou soja em Luis Eduardo Magalhães (BA), região que teve forte ataque da lagarta Helicoverpa, os ganhos se limitaram a 31%, quando considerados os custos operacionais. Se comprado ao custo total, houve perda de 3%.

Os dados do Cepea apontam Londrina como uma das regiões com maior rentabilidade e Luis Eduardo Magalhães como a única em que a soja não foi rentável.

No caso do milho, o retorno em Balsas (BA) foi de R$ 2,09 para cada R$ 1 investido, na relação com o custo operacional. Já em Passo Fundo (RS), o retorno foi de R$ 1,55 para cada R$ 1 investido.

Quanto ao leite, as receitas foram suficientes apenas para cobrir os custos operacionais. Em Barra do Garça (MT), as receitas obtidas para o ciclo completo na pecuária também empataram.

No caso do algodão, a área foi reduzida e os produtores semearam apenas o suficiente para o cumprimento de contratos, segundo o Cepea.

O equilíbrio entre oferta e demanda, a redução dos custos e os preços elevados das carnes concorrentes vão determinar as perspectivas para a indústria global de aves.

É o que aponta relatório do Rabobank para o setor. A evolução do comércio mundial, que foi fraco no primeiro trimestre, vai determinar o comportamento do setor, que vive, ainda, sob a ameaça do vírus da gripe aviária H7N9 na indústria avícola chinesa.

Os EUA e o Brasil se saem melhor. Na avaliação do Rabobank, os preços internos provavelmente vão obedecer padrões sazonais, e podem diminuir.

Mas se as exportações permanecerem fracas, a extensão dessa queda dependerá da capacidade de o setor controlar a produção.

Soja A China aprovou três variedades de soja geneticamente modificadas de interesse do Brasil, segundo Antônio Andrade, ministro da Agricultura. As aprovações incluem a Intacta RR2 (Monsanto), a CV127 (Basf e Embrapa) e a Liberty Link (Bayer).

À espera A Monsanto e a Basf, que aguardam essa aprovação, disseram que vão esperar confirmação oficial do governo chinês para se manifestar.

Importante Para Carlos Fávaro, da Aprosoja (associação dos produtores), a aprovação é importante para o produtor, que queria adotar as tecnologias, mas não era possível sem a liberação do principal mercado, a China.

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