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Data da Publicação: 29/07/2013 - 12h00
Postado em Notícias

29/07/2013 12h00 - Postado em Notícias

Região de Pato Branco se prepara para reduzir perdas na colheita de soja

Dirigentes regionais da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e Emater articularam na região de Pato Branco, Sudoeste do Paraná, a formação de uma comissão regional constituída por órgãos do poder público e da iniciativa privada para reduzir os índices de perdas na colheita da soja. Uma avaliação de perdas na colheita da soja na […]

Dirigentes regionais da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e Emater articularam na região de Pato Branco, Sudoeste do Paraná, a formação de uma comissão regional constituída por órgãos do poder público e da iniciativa privada para reduzir os índices de perdas na colheita da soja. Uma avaliação de perdas na colheita da soja na safra 2012/13 informa que a média de desperdício está acima de uma saca por hectare, situação considerada preocupante.

Para reverter essa situação a comissão vai retomar as ações de esclarecimento junto aos produtores, informou a chefe do núcleo em Pato Branco, Rosângela Picolo. E também promoveu uma premiação aos operadores de colhedoras que obtiveram menor perda, abaixo de uma saca por hectare, cuja solenidade contou com a participação do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

A avaliação foi feita pela Emater com 125 operadores dos 15 municípios do núcleo regional da Secretaria e colhidas cerca de 2.000 amostras. Desse total, 49% das máquinas colhedoras apresentaram perdas inferiores a 1 saca por hectare, dentro do limite aceitável. E 51% das colhedoras apresentaram perdas expressivas e acima do limite aceitável, afirmou o técnico da Emater e responsável pelo estudo, Ilário João Caglioni.

A coleta de amostras foi feita nos municípios de Pato Branco, Vitorino, Mariópolis, Clevelândia, Palmas, Coronel Domingos Soares, Mangueirinha, Honório Serpa, Coronel Vivida, Bom Sucesso do Sul, Itapejara DOeste, Chopinzinho, São João, Sulina e Saudades do Iguaçu.

Segundo Caglioni, para reverter esse quadro os produtores precisam melhorar os ajustes de suas máquinas e investir na capacitação dos operadores. Mas é preciso mais que isso, destacou. Os produtores devem investir no preparo do solo, eliminar pontos de erosão e declividade para obter o máximo de rendimento das máquinas. "O operador também precisa ser uma pessoa interessada e estar sempre preocupado com a regulagem das máquinas e equipamentos", resumiu.

PROJEÇÕES – Caglioni apresentou projeções sobre os ganhos que os produtores podem usufruir caso reduzam as perdas na colheita da soja. Segundo ele, se as colhedoras que perdem mais de uma saca de soja por hectare reduzissem as perdas para o limite aceitável, abaixo de uma saca por hectare, a região inteira, envolvendo os 15 municípios, teria mais 100.408 sacas de soja durante a safra, que transformadas em valores de mercado dariam uma economia de R$ 6 milhões aos produtores somente nesta safra 2012/13.

O técnico apresentou ainda uma outra projeção. Caso os produtores reduzissem essas perdas para meio saco de soja por hectare ou menos que isso, eles teriam 205.158 sacas de soja a mais com eles, podendo economizar R$ 12,31 milhões. A conversão foi feita com base no preço da seca no início de julho que estava em R$ 60,00.

Segundo o técnico, com a economia de R$ 12 milhões seria possível investir na compra de 184 tratores com 75 CV de potência através do programa Trator Solidário, ou construir 492 casas pelo programa Morar Bem Paraná Rural, ou ainda adquirir 40 colhedoras ao preço unitário de R$ 316.200,00 ou ainda comprar 5.238.000 litros de óleo diesel, quantidade suficiente para abastecer mais de 20% dos 6.200 tratores da região durante um ano.

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