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Data da Publicação: 18/09/2012 - 12h00
Postado em Notícias

18/09/2012 12h00 - Postado em Notícias

Quebra da safra americana sustenta preço do milho no Brasil

A confirmação de quebra na safra de milho nos Estados Unidos está beneficiando os produtores brasileiros. A estimativa de aumento na produção do grão no Brasil deveria elevar o preço do produto no mercado interno, mas a janela de comercialização deixada pelo país americano sustentou o preço pago pela saca do milho. É o que […]

A confirmação de quebra na safra de milho nos Estados Unidos está beneficiando os produtores brasileiros. A estimativa de aumento na produção do grão no Brasil deveria elevar o preço do produto no mercado interno, mas a janela de comercialização deixada pelo país americano sustentou o preço pago pela saca do milho. É o que analisa a economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Gilda Bozza. Segundo ela, a diferença de preços entre os estados brasileiros é provocada pela falta de logística adequada para escoar a produção.

O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) retificou a produção mundial do grão de 849,01 milhões de toneladas para 841,06 milhões de toneladas, um corte de 7,95 milhões ante o relatório de agosto. A redução efetuada é por conta das adversidades climáticas no Meio-Oeste norte americano com uma forte estiagem, a maior dos últimos 50 anos.

Em Mato Grosso, cujo estado apresentou o maior crescimento na produção agrícola na última safra, o preço do milho aumentou 34% de junho a agosto deste ano. O levantamento diário feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou que o valor da saca subiu de R$ 15,8 – que estava muito próximo do custo de produção, que é de R$ 14/sc – para R$ 21/sc. A economista da Faep afirma que os preços devem se manter elevados, levando em conta que o mercado continua aquecido.

Ela explica que o país tem condições de atender o mercado interno é a demanda de exportação. Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção do milho no Brasil aumentou 26,7%, de 57,4 milhões de toneladas para 72,7 milhões de toneladas. Com a produção prevista o Brasil passa a ocupar a posição de 3º produtor mundial de milho.

Em relação a soja, o último relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reavaliou a produção norte americana na safra 2012/13 para 71,69 milhões de toneladas, cerca de 13% inferior à safra 2011/12 (83,17 milhões de toneladas). "O Brasil passou a ser o primeiro produtor mundial de soja e principal, expotador do produto", comenta a analita da Faep, Gilda Bozza.

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