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Data da Publicação: 04/05/2012 - 12h00
Postado em Notícias

04/05/2012 12h00 - Postado em Notícias

Projeto destina R$ 500 milhões para produtores do Arenito Caiuá

O Projeto de Desenvolvimento Agropecuário que destinou, em um ano, R$ 500 milhões para produtores da região do Arenito Caiuá, servirá de modelo para outro a ser oferecido a 46 municípios do Norte Pioneiro. O projeto nasceu da parceria entre o Governo do Paraná e o Banco do Brasil, para potencializar cadeias produtivas da agropecuária. […]

O Projeto de Desenvolvimento Agropecuário que destinou, em um ano, R$ 500 milhões para produtores da região do Arenito Caiuá, servirá de modelo para outro a ser oferecido a 46 municípios do Norte Pioneiro. O projeto nasceu da parceria entre o Governo do Paraná e o Banco do Brasil, para potencializar cadeias produtivas da agropecuária.

O gerente de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do banco, Márcio Alexandre Rockenbach, fez o balanço do projeto, na quarta-feira (2), em reunião do grupo gestor do Fórum dos Promotores do Desenvolvimento do Agronegócio Paranaense, do qual participam 13 entidades parceiras do serviço público e da iniciativa privada.

O banco já disponibilizou R$ 374 milhões e a expectativa é repassar o volume total de recursos previstos até junho, quando o projeto completa um ano de execução. “O programa foi formatado com base nas necessidades regionais. Para isso o Banco do Brasil fez um levantamento nos 107 municípios da região, verificando as carências de cada um”, explicou Rockembach. Os resultados obtidos incentivaram o estudo de um projeto semelhante para produtores do Norte Pioneiro.

APOIO – As ações financiadas pelo banco têm o apoio da Secretaria da Agricultura e suas empresas vinculadas, como Emater e Iapar, que atuam na assistência técnica e na pesquisa. Os valores variam de R$ 150 mil a R$ 2 milhões, por empreendimento, para as principais atividades produtivas de cada município, como bovinocultura de leite e de corte, produção de mandioca, avicultura de corte, cafeicultura e citricultura.

De acordo com o gerente do BB, já são 111 os projetos em acompanhamento, sendo 44 para bovinocultura de leite; 39 para bovinocultura de corte; e 28 para mandiocultura. A maioria dos financiamentos foram destinados para reforma de pastos, plantio direto e programas do Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

Segundo o diretor-geral da Secretaria da Agricultura, Otamir César Martins, que coordena o grupo gestor do fórum, é muito importante que os recursos cheguem aos produtores e produzam resultados, como a agregação de valor e a melhoria da renda. “No caso da pecuária, investindo na melhoria genética, tecnologia, organização e gestão da propriedade, os produtores do Arenito terão mais condições de aumentar a renda da família e gerar novos postos de trabalho”.

ARENITO – O Noroeste abrange 107 municípios, representando cerca de 16% da área territorial do Estado. O solo da região apresenta textura arenosa e alta vulnerabilidade a erosões, com teores de areia que chegam a 90%. Os baixos níveis de nutrientes, como fósforo, potássio, cálcio, magnésio e matéria orgânica, comprometem a agricultura e o plantio das diversas culturas. O objetivo da parceria entre Governo do Estado e Banco do Brasil é transformar a região em área de produção sustentável e geradora de renda e emprego.

O protocolo de intenções envolve ainda o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Emater, Iapar, Sebrae e Senar.

Fonte: Seab

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