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Data da Publicação: 21/01/2013 - 12h00
Postado em Notícias

21/01/2013 12h00 - Postado em Notícias

Produtores comemoram qualidade da safra de uva

O clima favorável, com chuva e umidade na medida certa, tem sido o grande aliado dos produtores de uvas do Estado, que nesta safra esperam repetir a excelência em qualidade verificada no período 2011/2012, considerada por especialistas como a melhor da história. "É possível que tenhamos novamente uvas acima da média e uma produção que […]

O clima favorável, com chuva e umidade na medida certa, tem sido o grande aliado dos produtores de uvas do Estado, que nesta safra esperam repetir a excelência em qualidade verificada no período 2011/2012, considerada por especialistas como a melhor da história. "É possível que tenhamos novamente uvas acima da média e uma produção que ultrapassará os 600 milhões de quilos",
calcula o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Paviani.

Segundo o dirigente, mesmo com a possibilidade de quebra de 15% na safra, o volume colhido deve se manter semelhante ao do ano passado em função do incremento da área plantada, que em média aumenta 10% ao ano. Sobre a qualidade, a expectativa é de que se verifique alta concentração de açúcar nos frutos, assim como aromas e pigmentos equilibrados. O presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Henrique Benedetti, disse que os baixos índices pluviométricos possibilitaram que as frutas maturassem por longo período, sem correr o risco de apodrecer.

Entre as características que devem colocar as uvas dessa safra no topo do ranking da qualidade estão taninos mais macios, alta produção de açúcar, que ao se transformar em álcool produzirá vinhos bem estruturados. "As uvas podem apresentar tamanhos menores, com menos quantidade de água, mas alta concentração de compostos que favorecem sua qualidade", explicou Paviani. Além das viníferas, a qualidade acima da média também deve se verificar nas uvas de mesa e nas destinadas à produção de suco de uva.

O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Eduardo Monteiro afirmou que o clima quente possibilitou que muitas uvas precoces tivessem seu ciclo antecipado, o que permitiu que a colheita dos frutos fosse realizada três semanas antes do previsto. "Tivemos temperaturas médias bem altas no início de agosto, o que favoreceu a antecipação da safra. Os frutos já colhidos – Chardonnay e Pinot – apresentam ótima situação sanitária, com baixas perdas por fungos", disse Monteiro. O especialista afirmou que as uvas da safra 2013 devem ser de qualidade acima da média, pelo baixo índice de chuvas. As cultivares de ciclo mediano, cuja colheita ocorre em fevereiro, também devem confirmar a expectativa, especialmente a variedade Merlot. Sobre as uvas tardias, como a Cabernet Sauvignon, a serem colhidas em março, Monteiro disse ser cedo para avaliar a qualidade.

Além da qualidade, outra boa nova para a safra 2013 se refere à possibilidade de os produtores receberem um plus nos preços mínimos das uvas, conforme a qualidade dos frutos. Paviani explica que a Conab estabeleceu uma nova modalidade de cálculo para pagamento dos produtores: quanto melhor a qualidade do fruto, melhor a remuneração. Ficou definido que para cada grau babo – o qual determina o teor de açúcar na fruta – acima dos 14 graus das uvas brancas, 15 graus para variedades americanas e a partir de 16 graus para as viníferas, o produtor receberá um ágio de 7,5% para cada grau. Da mesma forma, serão aplicados deságios em igual proporção.

"O preço mínimo ficou estabelecido em R$ 0,57 o quilo do produto, mesmo valor da safra anterior", informou Paviani. Para o dirigente, os incentivos são importantes para motivar os produtores a incrementar ainda mais os cuidados na condução das parreiras, relativos à poda e adubação.

A intenção da Conab é fazer com que, para o próximo ano, o ágio passe para 10%.

A Cooperativa Vinícola Nova Aliança lança, nesta sexta-feira, a pedra fundamental de sua nova planta no município de Flores de Cunha. A unidade terá capacidade para processar 28 mil toneladas de uva por safra.

O empreendimento é resultado de um processo de fusão que uniu cinco cooperativas da Serra Gaúcha: Aliança e São Victor (de Caxias do Sul), Linha Jacinto (de Farroupilha) e Santo Antônio e São Pedro (de Flores da Cunha). O investimento é de R$ 83,4 milhões, sendo R$ 55 milhões financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e R$ 28,4 milhões pelo Banrisul. Além do crédito, o governo do Estado também apoiou o projeto com a extensão dos incentivos fiscais do Fundopem às cooperativas de produção agropecuária. Pelo enquadramento prévio, a Nova Aliança deve receber incentivos de 100% sobre o ICMS incremental, com abatimento de 55% no valor nas parcelas do Fundopem pelo Integrar/RS. O governador Tarso Genro, o chefe de gabinete do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Gerson Ben, e o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, participam do ato. Jornal do Comércio

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