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Data da Publicação: 08/07/2014 - 10h42
Postado em Sem categoria

08/07/2014 10h42 - Postado em Sem categoria

Preço da mandioca despenca 51% no Paraná

A tonelada do produto foi comercializada no Estado a R$ 251,5 em junho, contra R$ 515,4 em janeiro

A maior disponibilidade de mandioca em todas as regiões do País na safra 2013/14, principalmente no Nordeste, levou a uma forte queda dos preços durante o primeiro semestre do ano nas diferentes regiões produtoras, incluindo o Paraná. O movimento significativo na produção fez com que a oferta do produto para as fecularias e farinheiras do Centro-Sul tivesse boa recuperação no período.

Assim, os valores da matéria-prima retraíram expressivamente, após atingirem, em dezembro de 2013, o recorde da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, iniciada em 2002: R$ 562 a tonelada. No Paraná, o movimento é bem parecido com outras regiões, como no Nordeste e outros estados do Centro-Sul. De acordo com Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (Seab), a tonelada de mandioca era comercializada em janeiro a R$ 515,4, contra R$ 251,5 no último mês, uma retração de 51%.

No Estado, a área sofreu incremento de 13% em comparação à safra passada, saltando de 156,7 mil hectares para 177,1 mil. Em relação à produção, a previsão é de aumento de 8%, atingindo 4 milhões de toneladas, contra 3,77 milhões do período anterior. Até o momento, a colheita é de 47% do volume total (19% acima do registrado em igual período de 2013). O Paraná é o segundo maior produtor de mandioca do País, atrás apenas do Pará.

No País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devem ser produzidas neste ano 23,3 milhões de toneladas, avanço de 10% em relação a 2013. O crescimento mais expressivo, de 25,3%, deve ocorrer no próprio Nordeste.

De acordo com o técnico do Deral, Metódio Groxko, os quatro últimos ano foram de preços excelentes, atingido o pico de R$ 550 em dezembro último. Os patamares estavam tão altos, principalmente, devido à seca do Nordeste, o que fez com que a indústria farinheira de lá viesse em peso buscar o produto no Estado. “A demanda era enorme, devido à quebra de safra, em estados como Bahia e Maranhão. Neste período, farinheiras que estavam inativas no Estado voltaram a trabalhar à todo o vapor”, relembra ele.

Com a chuva voltando a dar as caras nos estados nordestinos, a produção agora se normaliza e a procura é menor, diminuindo os preços substancialmente. “Aliado a este cenário, temos que lembrar que a produção cresceu em todos os estados brasileiros. Os valores não estão ruins no momento, mas começam a se aproximar do custo de produção, que gira em torno de R$ 230”, complementa o técnico do Deral,

No relatório do Cepea, os pesquisadores destacam também que “apesar dos valores recuando e dos maiores custos de produção da safra 2014/15, por conta do encarecimento dos arrendamentos e da mão de obra, ainda há otimismo em relação à cultura.”

Fécula
A indústria de fécula nacional processou no primeiro semestre deste ano 14,5% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado, superando 1,15 milhão de toneladas de raízes – o maior volume para um semestre desde 2011. Em relação ao segundo semestre do ano passado, a elevação foi de 22%. Por outro lado, a demanda industrial recuou em boa parte do semestre diante da falta de interesse pela formação de estoques.

Fonte: Folha Web – 08/07/2014

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