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Data da Publicação: 09/05/2013 - 12h00
Postado em Notícias

09/05/2013 12h00 - Postado em Notícias

Paraná recolhe marcas suspeitas de adulteração do leite

Atenção redobrada na hora de comprar ou beber leite longa vida, até mesmo o guardado em casa. Lotes das marcas Líder, Italac e Mumu com presença de substância cancerígena serão recolhidos preventivamente, por determinação da Vigilância Sanitária Estadual. Segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), a medida é válida apenas para os lotes indicados. Os demais […]

Atenção redobrada na hora de comprar ou beber leite longa vida, até mesmo o guardado em casa. Lotes das marcas Líder, Italac e Mumu com presença de substância cancerígena serão recolhidos preventivamente, por determinação da Vigilância Sanitária Estadual. Segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), a medida é válida apenas para os lotes indicados. Os demais podem ser comercializados e consumidos. 
A ordem para retirar o leite das prateleiras veio após a Operação Leite Compen$ado, deflagrada ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, prender oito pessoas ligadas a empresas transportadoras responsáveis pela adição de água e ureia – substância com formol, considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Análises de amostras realizadas em janeiro pelo Mapa detectaram presença de formol em lotes de leite UHT das marcas Italac, Líder, Mumu e Latvida. Derivados de leite também podem apresentar formol, mas isso não foi investigado ainda.
Crime hediondo
Mais de 100 toneladas de ureia foram adquiridas pelos envolvidos no crime hediondo de corrupção de produtos alimentícios. O objetivo da fraude era aumentar o volume do leite, sem perda proteica, ampliando em 10% o ganho dos transportadores. A estimativa do MP-RS é que os 100 milhões de litros de leite comercializados em 12 meses pelas três empresas atravessadoras – que compram leite cru dos produtores e revendem à indústrias – tenham sido adulterados. Os lotes já identificados somam 1,5 milhão de litros. O MP-RS confirmou que lotes adulterados foram vendidos também no Paraná e em São Paulo.
Para o promotor Mauro Rochemback, as indústrias que compraram esse produto também têm responsabilidade, apesar de os investigadores não terem encontrado participação das empresas na ilegalidade. "As indústrias podem ter relaxado no controle de qualidade", afirma.
Produto deve ser devolvido
Não há motivo para alarde, conforme o Ministério da Agricultura. "É possível encontrar  um ou outro produto dos lotes em que foram detectados os desvios, porque ainda estão sendo recolhidos", informa. "É uma medida cautelar, pensando na proteção da saúde do consumidor", explica o superintendente de vigilância em saúde, Sezifredo Paz. 
Comerciantes devem verificar a existência dos lotes adulterados, retirá-los das prateleiras e devolvê-los aos fabricantes. Já o cliente deve inutilizar o produto e procurar o Serviço de Atendimento ao Cliente da empresa ou a Vigilância Sanitária municipal. 
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fornecedor trocar o produto que cause risco ao cliente a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor. 
Baixo risco de doenças
O Ministério da Agricultura esclareceu ao Paraná Online que a quantidade de formol na composição da ureia agrícola usada na fraude é ínfima, o que representa baixo risco em relação à saúde pública. Mas a simples adição de água ao leite acarreta perda nutricional, compensada pela adição da ureia produto que contém formol em sua composição e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
Apesar de testes feitos por pesquisadores na década de 80 terem detectado o risco de o organismo desenvolver mutações que resultem em leucemia ou câncer respiratório por meio da ingestão de formol, doenças só são desenvolvidas depois de exposição prolongada e em níveis "altíssimos". Não existem dados clínicos que exponham a quantidade segura de ingestão de formol no organismo. Especialistas dizem que, em pessoas que tiveram exposição por curto espaço de tempo, não há dano crônico à molécula para que se induza a doença.

Paraná Online 
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