Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 21/06/2012 - 12h00
Postado em Notícias

21/06/2012 12h00 - Postado em Notícias

Paraná perde posição nas exportações do agronegócio brasileiro

Por: Gilda M. Bozza, economista, DTE/FAEP Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que de janeiro a maio de 2012, as exportações do agronegócio paranaense cresceram 11%, passaram de US$ 4,73 para US$ 5,28 bilhões. O dólar mais alto favorece as exportações dos produtos agropecuários, conferindo […]

Por: Gilda M. Bozza, economista, DTE/FAEP

Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que de janeiro a maio de 2012, as exportações do agronegócio paranaense cresceram 11%, passaram de US$ 4,73 para US$ 5,28 bilhões. O dólar mais alto favorece as exportações dos produtos agropecuários, conferindo maior competitividade. A participação do agronegócio paranaense nas exportações totais do Paraná representa 72%. Os principais agregados (complexo soja, carnes, sucroenergético, produtos florestais) somam US$ 4,51 bilhões, significando 85% da pauta das exportações do agronegócio estadual. O Paraná passou para o terceiro lugar nas exportações do agronegócio brasileiro, vindo atrás de São Paulo e Mato Grosso. A participação paranaense nas exportações do agronegócio nacional é de 14%.

Image Hosted by ImageShack.us

As exportações totais do Paraná, no acumulado janeiro-maio de 2011, apontam uma elevação de 12,6%. Passaram de US$ 6,48 para US$ 7,30 bilhões. As importações somaram US$ 7,99 bilhões. O saldo da balança comercial paranaense foi deficitário em US$ 685 milhões.

É o que apontam os dados da Secretaria do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do MDIC.

Image Hosted by ImageShack.us

Complexo Soja (grão, farelo, óleo bruto e refinado). No período em análise, o complexo soja (grão, farelo, óleo bruto e óleo refinado), teve uma participação de 49% nas exportações do agronegócio estadual, sendo o setor que alavanca as exportações do agronegócio, ou seja, o carro chefe da comercialização externa. As exportações do complexo somaram US$ 2,63 bilhões, um aumento de 23% sobre as exportações de igual período de 2011 (US$ 2,14 bilhões). Já as exportações de soja em grão, cresceram em função do maior volume embarcado do que do preço praticado. O preço de exportação foi de US$ 498,00 por tonelada contra US$ 454,00 por toneladas em igual período de 2011.

Com isso, a receita gerada foi de US$ 1,76 bilhão, cerca de 47% superior àquela obtida no mesmo período do ano passado (US$ 1,20 bilhão). O volume embarcado teve um crescimento de 35%, passando de 2,6 milhões de toneladas para 3,6 milhões de toneladas. As vendas para o mercado chinês foram responsáveis pelo resultado, que comprou 81% do total da soja exportada pelo Porto de Paranaguá. Com relação ao farelo de soja, a receita foi 14% inferior, somando US$ 535 milhões e o volume exportado foi de 1,3 milhão de toneladas. O segmento de óleo bruto gerou receita de US$ 307 milhões. Quanto ao óleo refinado, houve queda de receita, passando de US$ 43 milhões para US$ 28 milhões.

Complexo Carnes (bovina, aves, suína e outras).

O agregado carnes (aves, bovina, suína e outras), participa com 19,5% na receita da exportação no período em análise. Passou de US$ 925 milhões para US$ 1,03 bilhão, tendo como pano de fundo as vendas de carne de frango.

As exportações de carne de frango (in natura e industrializada) passaram de US$ 725 para 832 bilhão, ou seja, um aumento de 14%. A exportação de carne de frango foi alavancada pelas compras de Hong Kong, China e Arábia Saudita, compensando uma queda nas vendas ao Japão. Já as exportações de carne suína somaram US$ 60 milhões, sinalizando estabilidade comparativamente a igual período do ano passado (US$ 60 milhões). Nas exportações de carne bovina a receita obtida foi menor em 38%, caindo de US$ 27 milhões para US$ 16,7 milhões.

Complexo Sucroenergético (açúcar e álcool)

O agregado sucroenergético que tem uma participação de 6% no total das exportações do agronegócio paranaense, gerou divisas de US$ 337 milhões, apontando uma queda de 9% em relação ao mesmo período (US$ 373 milhões), que foi em parte compensada pelo aumento no preço médio de venda.

A receita com o açúcar registrou recuo de 9%, passando de US$ 370 milhões para US$ 334 milhões, tendo como pano de fundo o menor volume comercializado, haja vista a menor produção de cana no Paraná. As vendas externas de álcool apesar de mínimas, mostram uma ligeira elevação, passando de US$ 2,5 milhões para US$ 3,25 milhões.

Cereais, Farinhas e Preparações

As exportações de milho em grão via Porto de Paranaguá totalizaram US$ 165 milhões e uma quantidade embarcada de 635 mil de toneladas. O preço mais elevado no mercado internacional propiciou o aumento na receita. O Brasil necessita exportar algo entre 7 a 10 milhões de toneladas em 2012.

Principais Mercados

Por destino das exportações é importante ressaltar o crescimento do comércio internacional para os mercados: Índia (323%); Taiwan (Formosa) (283%); Uruguai (104%); Coréia do Sul (80%); China (59%); Argentina (45%); Uruguai (44%); África do Sul (41%); Emirados Árabes (15%). Já as exportações foram negativas para os mercados da Federação da Rússia (-63%); Japão (-35%); Holanda (Países Baixos) (-37%); Alemanha (-25%); Espanha (-24%): Irã (-23%).

A Ásia é o principal destaque em relação aos blocos econômicos importadores de produtos do agronegócio paranaense, sendo que 1/3 da exportação total segue para o bloco asiático, com receita de US$ 2,61 bilhões. Para a União Europeia segue 17%, ou uma receita de US$ 1,25 bilhão. Para o Mercosul a receita gerada com exportações de US$ 1,20 bilhão, significa 16% do total da exportação estadual.

Image Hosted by ImageShack.us

imprensa@faep.com.br