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Data da Publicação: 28/02/2013 - 12h00
Postado em Notícias

28/02/2013 12h00 - Postado em Notícias

País fecha acordo no setor de frango com UE Notícias do Campo

Um novo regime de importação da União Europeia (UE) para algumas preparações e conservas de carne de frango do Brasil vai tornar possível uma maior rentabilidade para o exportador brasileiro. As importações estarão sujeitas a cota tarifária que chega a 158,2 mil toneladas anuais. O acordo, que entra em vigor no dia 1º de março, […]

Um novo regime de importação da União Europeia (UE) para algumas preparações e conservas de carne de frango do Brasil vai tornar possível uma maior rentabilidade para o exportador brasileiro. As importações estarão sujeitas a cota tarifária que chega a 158,2 mil toneladas anuais. O acordo, que entra em vigor no dia 1º de março, é resultado de entendimento bilateral que modifica o regime de
importação da UE que se iniciou em 2009 – e se adapta às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em razão disso, o Brasil negociou o direito de cotas específicas, cuja administração será compartilhada pelos governos do Brasil e da União Europeia. O novo regime deve compensar parcial ou totalmente a elevação das tarifas aplicadas às importações acima da quantidade estabelecida para a cota. A UE é o principal mercado de preparações e conservas de carnes de ave do Brasil.

Para o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, o acordo é fundamental para a ampliação da capacidade exportadora do agronegócio brasileiro. Ele lembrou que o setor avícola brasileiro tem na União Europeia um de seus principais mercados.

"Mesmo sendo obrigados a exportar em um regime de cotas preestabelecidas, a Comunidade Europeia se configura hoje como nosso terceiro mais importante mercado em receita: US$ 1,2 bilhão em divisas no ano de 2012. Uma área de livre-comércio ampliaria nossa capacidade exportadora para um destino altamente demandante, favorecendo não só o setor avícola mas todo o Brasil, com a ampliação da pauta exportadora", explica.

Turra ressalta, ainda, que a morosidade da consolidação do acordo poderia afetar de forma crucial a capacidade competitiva das agroindústrias exportadoras de carne de frango.

"Hoje vemos que o principal concorrente do setor avícola brasileiro no mercado internacional, os Estados Unidos, está prestes a viabilizar um acordo com a Europa. Por isso, a constituição de uma área de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul não é mais apenas uma forma de melhorar a pauta exportadora, mas de manter a competitividade brasileira junto a um de seus mais importantes clientes", destaca.

Queda de 11%
A exportação de carne de frango teve queda de 11,7% em janeiro deste ano, se comparada com o mesmo período de 2012, segundo a Ubabef. No total, 290,4 mil toneladas do produto deixaram o País. Já a receita caiu 6,7% no mesmo período, com total de US$ 592 milhões.

A União Europeia, quarta maior importadora de frango brasileiro, foi responsável por 34,7 mil toneladas do total embarcado, resultado 21% menor em relação às exportações realizadas para esse destino no primeiro mês do ano passado. DCI – Diário do Comércio & Indústria

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