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Data da Publicação: 19/03/2013 - 12h00
Postado em Notícias

19/03/2013 12h00 - Postado em Notícias

Novo ministro assume Agricultura com Plano Safra em discussão

O setor agropecuário brasileiro acaba de ver mais uma troca de seu representante no governo federal. Antônio Andrade, que assumiu ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no lugar de Mendes Ribeiro Filho, é o terceiro a ocupar o cargo no governo de Dilma Rousseff e o sexto nos últimos dez anos. Ele […]

O setor agropecuário brasileiro acaba de ver mais uma troca de seu representante no governo federal. Antônio Andrade, que assumiu ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no lugar de Mendes Ribeiro Filho, é o terceiro a ocupar o cargo no governo de Dilma Rousseff e o sexto nos últimos dez anos. Ele chega a cerca de três meses do anúncio do Plano Agrícola e Pecuário 2013/14, instrumento que define as principais políticas públicas para a safra.

Entidades que representam os produtores rurais esperam estreitar relações com o novo ministro e que a sucessão às vésperas do início do próximo ciclo não comprometa o apoio público ao setor. "Esperamos que os juros baixem e que se amplie o volume de recursos para a safra 2013/14. Se hoje a contribuição do agronegócio já é expressiva em termos de balança comercial, ela pode ser ainda maior com mais apoio do governo", lembra o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Ontem, segundo Kos­­lovski, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) entregou um documento ao novo ministro com propostas de melhorias para o setor. Entre elas, uma política de garantia de renda para o produtor rural, o aumento do limite de crédito para investimentos de cooperativas de R$ 100 milhões para R$ 200 milhões e o aumento no prazo de pagamento para investimento em armazenamento para 18 anos a juros reduzidos.

A Federação da Agri­­­cultura do Paraná (Faep) espera que Andrade seja sensível às necessidades do setor, uma vez que também é produtor rural. "Hoje o agronegócio, embora garanta a balança comercial do país, sofre com uma infraestrutura sucateada e sente ausência de uma política agrícola que apoie a produção com programas de qualidade e recursos suficientes", destaca o presidente da entidade Ágide Meneguette.

No ano passado, o governo elevou em R$ 10 bilhões o montante destinado a financiamento da safra 2012/13, que está em fase final de colheita. Ao todo, foram disponibilizados R$ 133,2 bilhões à agricultura empresarial e familiar.

Gazeta do Povo Online

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