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Data da Publicação: 21/01/2014 - 09h58
Postado em Agronegócios, Notícias

21/01/2014 09h58 - Postado em Agronegócios, Notícias

Ministério da Agricultura perde recursos e encolhe

Ministério da Agricultura perde recursos e encolhe os dados foram levantados pelo Portal da Transparência.

O orçamento do Ministério da Agricultura vem sendo achatado nos últimos anos, enquanto as despesas com funcionários crescem no ritmo da inflação e deixam pouca margem para gastos com investimentos. O orçamento liquidado pelo ministério subiu apenas 14% de 2009 a 2013, passando de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,3 bilhões – a inflação acumulada no período alcançou 26,4%. As despesas com o pagamento de pessoal, que subiram de R$ 2,3 bilhão para R$ 2,9 bilhões, acompanharam exatamente a evolução da inflação e passaram a representar 87% do orçamento liquidado da pasta, segundo dados levantados pelo Portal da Transparência.

SojaO orçamento do setor, excluídas as autarquias, tem sido instável e os recursos efetivamente liberados não acompanham a evolução da inflação. O avanço dos gastos de custeio, mesmo assim, é notável. As despesas com funcionários ativos somaram R$ 1,6 bilhão em 2013 e com inativos e pensionistas, R$ 1,3 bilhão. Segundo estatísticas do Ministério do Planejamento, a Agricultura tem 33 mil funcionários, sendo 10,8 mil ativos. Os reajustes de salários e benefícios fizeram o gasto com pessoal subir de R$ 1,9 bilhão em 2007 para R$ 2,9 bilhões no ano passado, uma alta de 52,6%, muito acima da inflação acumulada nesses seis anos, de 39,6%.

Nesse período, alguns programas de investimento foram extintos. Dos 15 programas de investimento e custeio registrados em 2009, só quatro funcionam hoje. Houve a união de vários programas sob uma única denominação, mas alguns foram encerrados.

Fontes ouvidas pelo Valor disseram que o custo elevado para manter o ministério deixa pouco espaço para outras despesas. O sucateamento da máquina administrativa é visível. Há departamentos em que os funcionários trabalham sem impressora, papel e material de escritório. Três dos seis elevadores da entrada principal foram desligados para economizar energia.
Fonte: Valor Econômico 21/01/2014

 

 

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