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Data da Publicação: 16/10/2013 - 12h00
Postado em Agronegócios

16/10/2013 12h00 - Postado em Agronegócios

Mais de 500 produtores são esperados para o Fórum de Agronegócios em Maringá

A segunda etapa do Fórum Nacional de Agronegócios programada para a noite desta quinta-feira (dia 17) em Maringá, vai debater um tema que tem chamado a atenção dos produtores brasileiros e da região: a integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF). Promovido pela Rádio CBN Maringá, o Fórum começa às 19h30 no Recinto de Leilões do […]

A segunda etapa do Fórum Nacional de Agronegócios programada para a noite desta quinta-feira (dia 17) em Maringá, vai debater um tema que tem chamado a atenção dos produtores brasileiros e da região: a integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF).

Promovido pela Rádio CBN Maringá, o Fórum começa às 19h30 no Recinto de Leilões do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro e a expectativa é que os 550 lugares disponíveis sejam ocupados. O acesso é gratuito.

Está confirmada a presença do presidente da John Deere Brasil, Paulo Hermann, como palestrante. Em seguida, durante o debate, ele terá a companhia do presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, e do pesquisador da Embrapa Cerrados, João Klutchoski.

A John Deere e a Cocamar integram a Rede Nacional de Fomento à ILPF, que conta também com a participação da Syngenta. Segundo Luiz Lourenço, a integração é o modelo sustentável pelo qual o Brasil vai conseguir multiplicar a produção de alimentos sem desmatar, apenas incorporando áreas de pastagens degradadas.

“É um programa que se apresenta como o melhor negócio para regiões como o noroeste do Paraná, onde a economia de muitos municípios sofre por causa da baixa produtividade da pecuária extrativista”, afirma.

No Brasil, de acordo com o pesquisador João Klutchoski, há pelo menos 100 milhões de hectares em condições de serem explorados por programas de integração. “Isto praticamente dobra a área cultivada com grãos no país, gerando riquezas e desenvolvimento”.

“A integração promove uma nova fronteira agrícola no Brasil”, cita Paulo Herrmann, enfatizando que o país, já um dos maiores fornecedores de alimentos do planeta, tem ainda um grande potencial a explorar.
Só no noroeste paranaense, segundo dados da Cocamar, há cerca de um milhão de hectares ocupados por pastos de incipiente retorno econômico. Segundo a cooperativa, a ILPF só não deslancha devido ao tradicionalismo de grande parte dos proprietários, resistentes a novas tecnologias.

A primeira etapa do Fórum, no dia 30 de setembro, debateu “Álcool, açúcar e energia – perspectivas para o Brasil e o mundo”, com a participação, entre outros convidados, do presidente da Associação Brasileira de Agronegócios (Abag), Luiz Carlos Corrêa de Carvalho. A terceira, no dia 18 de novembro, abordará “O papel do cooperativismo no futuro do agronegócio”, com a presença do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

DINAMISMO

Pela ILPF, a soja entra como fonte de renda e também para iniciar a reforma dos pastos no começo do ciclo, no verão, em sistema de rodízio, na fazenda, que dinamiza suas atividades.
Após a colheita da oleaginosa, faz-se no outono o plantio de capim braquiária, cujo objetivo é fornecer alimento para o gado no inverno e servir de cobertura, após ser dessecado na primavera, para proteger o solo e viabilizar o plantio direto da soja, reiniciando o ciclo. O produtor fatura com a produção de soja, a engorda dos animais em pleno inverno e, de quebra, pode cultivar eucalipto em espaços intercalares, obtendo renda com madeira e assegurando sombra para o gado.

Sistema de integração já conta com 42,6 mil hectares atendidos pela Cocamar

O programa de integração lavoura, pecuária e floresta vem crescendo em ritmo rápido, nos últimos anos, na região da Cocamar. Somente em quatro anos, o montante de hectares atendidos pela cooperativa em sua região e proximidades saltou de 9.337 hectares (ciclo 2010/11) para os atuais 42.669 hectares (programados para a safra 2013/14).

Ou seja, foi ampliado em quase cinco vezes, como resultado da adesão de um grande número de produtores cujas propriedades estão localizadas em solos arenosos e eram destinadas exclusivamente à pecuária.

O engenheiro agrônomo Rafael Franciscatti dos Reis, coordenador técnico de ILPF na Cocamar, explica que o trabalho intenso de difusão desse modelo, por parte da cooperativa, está conseguindo sensibilizar proprietários de áreas degradadas, mostrando-lhes que quem investe nesse sistema, utilizando toda a tecnologia preconizada e seguindo a orientação dos técnicos, amplia as possibilidades de sucesso em seus negócios.

Diário do Noroeste

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