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Data da Publicação: 01/07/2015 - 12h44
Postado em Milho, Soja, Trigo

01/07/2015 12h44 - Postado em Milho, Soja, Trigo

Informe – SOJA, MILHO E TRIGO – 01/07/2015

Acompanhe a análise econômica das principais commodities agrícolas

Por: Tânia Moreira |Economista do Departamento Téc. e Econômico da FAEP.
SOJA TEM DIA DE GANHOS ACIMA DE 5%

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Os futuros da soja encerraram a terça-feira registrando ganhos acima de 5% com os maiores valores registrados no ano. Os futuros abriram o dia em queda, mas ganharam impulso após a publicação de dois relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Um deles o relatório da área plantanda nos Estados Unidos para safra 2015/16. O USDA, que antes apresentava uma área de plantio de 84,6 milhões de acres para a nova safra, revisou o número para 85,1 milhões de acres. Na safra 2014/15 esta área era de 83,7 milhões de acres. Com isso a safra 2015/16 deverá ter a maior área de plantio da série histórica americana.

O outro relatório foi referente aos estoques trimestrais americanos que ficaram em 625,404 milhões de bushels em relação aos 405,183 milhões de bushels do ano passado para o mês de junho.

Apesar da área ter sido revisado para um número maior, o que resultaria em uma produção maior (atual previsto de 104,78 milhões de toneladas), caso a produtividade fosse mantida (46,0 bushels por acre), apesar do clima, e apesar do estoque trimestral apresentado ser 54,3% maior, os futuros fecharam em alta já que os números apresentados na data de ontem vieram aquém das expectativas de mercado.

Especialista do Rabobank, consultado pela Reuters, destacou que os fundos de investimento apresentam uma posição curta muito grande, destacando que na terça-feira foram comprados 40 mil contratos de soja, 25 mil de milho e 17 mil de trigo. A posição curta deve trazer volatilidade aos preços.

As atenções seguirão concentradas no clima, principalmente no mês de julho e agosto. O USDA, em seus relatórios semanais, tem rebaixado a condição das lavouras classificadas de boas a excelentes. Illinois, Indiana, Iwoa e Ohio tiveram rebaixamento percentual de oito, nove, dois e onze pontos percentuais no relatório desta semana, respectivamente, e as chuvas ainda não deram tregua.

Hoje o futuro de agosto até às 10:51 operava em queda de ↓0,65% no valor de ↓US$ 10,42 por bushel, com o câmbio ganhando ↑0,33% a ↑R$ 3,1199.

No mercado interno, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 59,04 por saca. No porto de Paranaguá a cotação de compra (CIF) do dia foi de R$ 70,50 por saca.

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MILHO TEM FUTURO DE SETEMBRO COM GANHO DE 7,6%

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Os mesmos relatórios impulsionaram o preço do milho na data de ontem. A área apontada pelo USDA foi de 88,89 milhões de acres em relação aos 89,2 milhões de acres da estimativa dos meses anteriores. Na safra passada era de 90,6 milhões de acres. A estimativa atual de 88,89 milhões de acres será a menor área desde 2010. Os número ficou abaixo do que era esperado pelo mercado.

Para os estoques trimestrais o USDA atualizou o número para 4,447 bilhões de bushels, que apesar de estar acima dos 3,851 bilhões de bushels da safra passada em junho de 2014, ficaram aquém das expectativas do mercado.

As atenções seguem voltadas para a produtividade do milho estimada em 166,8 bushels por acre, com as chuvas excessivas ocorridas nas regiões produtoras.

Hoje o futuro de milho de setembro até às 11:02 ganhava ↑0,05% no valor de ↑US$ 4,216.

TRIGO TEM GANHOS MAIORES QUE 5%

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Para o trigo a área informada foi de 56,07 milhões de acres em relação a estimativa anterior de 55,4 milhões de acres, e em relação aos 56,8 milhões de acres da safra 2014/15.

Para os estoques trimestrais foi apontado o número de 752,63 milhões de buhels aos 590,28 milhões de bushels de junho de 2014. Consultorias internacionais apostavam em um número de até 713 milhões de bushels.

Ambos os números foram maiores que as expectativas de mercado, mas mesmo assim os futuros registratam alta, impulsionados pelas altas nos mercados vizinhos, e pela preocupação predominante em relação ao clima, que não afeta só os Estados Unidos, em que a colheita de inverno está atrasada, mas a União Europeia, Canadá, Austrália e Rússia.
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Título da Postagem: Informe – SOJA, MILHO E TRIGO – 01/07/2015

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