Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 08/03/2013 - 12h00
Postado em Notícias

08/03/2013 12h00 - Postado em Notícias

Índice de preços globais segue estável

Os preços internacionais dos alimentos se mantiveram estáveis em fevereiro em relação ao mês anterior, o que indica que desta frente não deverá haver pressões inflacionárias em boa parte do mundo. A FAO informou ontem que seu índice de preços de alimentos seguiu em 210 pontos no mês passado, mesmo patamar verificado em janeiro. Desta […]

Os preços internacionais dos alimentos se mantiveram estáveis em fevereiro em relação ao mês anterior, o que indica que desta frente não deverá haver pressões inflacionárias em boa parte do mundo. A FAO informou ontem que seu índice de preços de alimentos seguiu em 210 pontos no mês passado, mesmo patamar verificado em janeiro.

Desta vez, os preços de produtos lácteos e óleos aumentaram ligeiramente, mas essas altas foram compensadas pela queda das cotações dos cereais e, mais ainda, do açúcar. O índice da FAO para o açúcar declinou 3% em fevereiro em relação a janeiro por causa do superávit da produção liderada por Brasil e Tailândia. Foi o quarto mês consecutivo de queda. A produção será importante também alguns paises importadores, o que pesa igualmente sobre o preço.

Por sua vez, o índice de preços internacionais das carnes teve pouca variação. Houve ligeira baixa na cotação de frango e alta marginal no preço do suíno.

No caso dos cereais, houve queda de 1% no preço em relação ao mês anterior e de 8% na comparação com fevereiro de 2012. Isso ocorre sobretudo pela queda na cotação de trigo, em razão de melhor perspectiva de colheita nos Estados Unidos. Os preços do milho continuam estáveis. Já o arroz registrou alta, em grande parte atribuída à política de apoio governamental de Tailândia e India e pela contração de estoques nos EUA.

Os preços internacionais de gorduras e óleos subiu 0,4%. Isso ocorreu por causa de previsões de desaceleração da produção global de óleo de palma e da redução de estoques. Mas os valores em baixa do óleo de soja e a menor demanda por biodiesel evitaram uma queda maior.

E os produtos lácteos continuaram subindo. Em fevereiro, a alta foi de 2,4% sobre janeiro. Houve uma queda brutal da produção de leite e redução simultânea de transformação de produtos lácteos com a seca na Oceania. Mais em www.fao.org

Valor Econômico

imprensa@faep.com.br