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Data da Publicação: 02/03/2017 - 11h13
Postado em Agronegócios, Destaques

02/03/2017 11h13 - Postado em Agronegócios, Destaques

Índice de preços de alimentos da FAO sobe ao maior valor em dois anos

Preços globais dos alimentos subiram 17,2% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2016

O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou em 175,5 pontos em fevereiro, 0,5% mais que o indicador revisado de janeiro e 17,2% mais que no mesmo mês de 2016. Dessa forma, o índice que representa uma cesta de produtos comercializados em todo o mundo chegou ao maior valor desde fevereiro de 2015.

Com exceção dos óleos vegetais, todos os preços dos alimentos tiveram alta no mês passado, diz a FAO, com destaque para os cereais, que subiram 2,5% e chegaram ao maior valor desde junho do ano passado. “As cotações do trigo aumentaram 3% devido a maior intensidade no comércio mundial, juntamente com problemas logísticos nos EUA. O milho e o arroz mantiveram os preços em alta em função de uma demanda forte”, diz o texto da FAO.

O indicador de lácteos chegou ao maior valor desde agosto de 2014, com alta mensal de 0,6%, também devido ao aumento da procura pelo leite e seus derivados.

O açúcar subiu 0,6% na comparação mensal, com as perspectivas de menor produção no Brasil e em outros grandes players.
As carnes tiveram elevação de 1,1% ante janeiro, sendo que a carne de bovinos e ovinos subiu mais que a de aves e porcos. A FAO destaca, porém, que o indicador das carnes leva em conta uma combinação entre preços previstos e observados porque os valores reais praticados não foram conseguidos até a publicação do índice geral hoje.

Na ponta oposta, o indicador de óleos vegetais caiu 4,1% em fevereiro ante janeiro e ficou em 178,7 pontos. Esta queda é a primeira registrada pela organização desde outubro de 2016. “Enquanto houve um aumento na produção de óleo de palma na Ásia, a demanda pelo produto manteve-se estável. A cotação da soja caiu por razão da expectativa de super produção no Brasil e Argentina e pelos grandes estoques de óleo nos EUA e Argentina”, diz o texto da FAO.

Fonte: Valor Econômico

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