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Data da Publicação: 18/06/2013 - 12h00
Postado em Notícias

18/06/2013 12h00 - Postado em Notícias

Indicador mede sustentabilidade na produção rural

A metodologia Response-Inducing Sustainbility Evaluation (RISE), adotada para aplicação de indicadores de sustentabilidade em empreendimentos agropecuários, foi avaliada em pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba. A ferramenta, desenvolvida pelo Colégio Suíço de Agricultura e utilizada em unidades de produção leiteira, foi analisada pela […]

A metodologia Response-Inducing Sustainbility Evaluation (RISE), adotada para aplicação de indicadores de sustentabilidade em empreendimentos agropecuários, foi avaliada em pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba. A ferramenta, desenvolvida pelo Colégio Suíço de Agricultura e utilizada em unidades de produção leiteira, foi analisada pela economista Alice Aloisia da Cruz durante pesquisa de mestrado no Programa de Pós-graduação em Economia Aplicada da Esalq. O estudo mostrou a viabilidade do emprego da técnica por produtores rurais no Brasil.

Segundo a pesquisadora, o método já foi aplicado em vários países como, México, China, Nova Zelândia, Venezuela e no Brasil. "A pesquisa foi realizada em parceria com a Dairy Partiners Americas (DPA), joint venture entre a suíça Nestlé e a neozelandesa Fonterra, durante as aplicações nas propriedades fornecedoras de leite para a empresa", comenta. O trabalho teve orientação do professor João Gomes Martinez Filho, docente do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq.

Com o objetivo de divulgar o RISE no Brasil, a economista teve como base para o trabalho as revisões bibliográficas sobre o assunto e as informações disponibilizadas pela empresa sobre as dez aplicações realizadas no País. Na prática, o método consiste na aplicação de um questionário com cerca de 600 perguntas. Coletada estas respostas, os indicadores consideram três dimensões: econômica, ambiental e social. "Esta etapa deve ser realizada com uma pessoa que conheça a propriedade em todos os seus aspectos", afirma. "Se aplicado com uma pessoa que não esteja inteirada sobre o funcionamento da propriedade, a etapa de coleta pode levar de dois a três dias".

Faixas de sustentabilidade

A segunda etapa é o que Alice denomina determinação de faixas de sustentabilidade. As respostas do questionário são computadas por meio de um software do Colégio Suíço de Agricultura, ainda não liberado para os produtores, que gera médias entre dez parâmetros diferentes da propriedade, uma pontuação. "Estas faixas são compostas por diferentes pontuações. Abaixo de 33, a sustentabilidade está em nível problemático", explica. "De pontuação 34 a 66 significa que a propriedade está em um nível crítico. A partir de 67, o nível é considerado positivo, e a pontuação 100 representa o nível mais alto de sustentabilidade".

Na conclusão, o estudo reforça que, apesar de a metodologia precisar de alguns ajustes, ela já é considerada muito boa para o agricultor. Acrescenta ainda que, como foi aplicado em países diferentes, o indicador garante a comparação da sustentabilidade na agricultura em várias partes do mundo.

"O RISE capta informações relevantes e pontos de vista interessantes e poderá ser empregado tanto para grandes propriedades quanto para o pequeno produtor", ressalta. "Hoje em dia a pressão social no que se refere à aplicação de práticas sustentáveis é muito grande e logo o consumidor vai procurar seus produtos em função da sustentabilidade. Então empregar ferramentas como o RISE acabará se tornando um diferencial para o próprio produtor".

A sustentabilidade ganha cada vez mais notoriedade. A procura pelo desenvolvimento sustentável está permeando todas as áreas de produção do planeta. No que diz respeito à agricultura, foi desenvolvido pelo Colégio Suíço de Agricultura a metodologia RISE. A ferramenta é voltada para propriedades agropecuárias, aplicável nos diversos setores do agronegócio.

FONTE: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz

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