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Data da Publicação: 05/02/2013 - 12h00
Postado em Notícias

05/02/2013 12h00 - Postado em Notícias

Importação de leite: acordo com a Argentina

O Uruguai resiste

Por Maria Silvia Digiovani, Engenheira Agrônoma do DTE/FAEP

Movimentação intensa do setor produtivo, entrega de documento à presidente Dilma contendo  mais de 20 mil assinaturas de produtores  solicitando controle das importações,  trabalho incessante da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da CNA, das Comissões Estaduais de Pecuária Leiteira das Federações de Agricultura, juntamente com a  Câmara Setorial do Leite, culminaram com a renovação do acordo de cotas de importação de leite em pó da Argentina.

Em 28 de janeiro, representantes do setor  leiteiro do Brasil e da Argentina reunidos em  Buenos Aires, assinaram a manutenção do acordo para exportação de leite em pó argentino destinado ao mercado brasileiro.

Pelo acordo, que tem validade de fevereiro deste ano a janeiro de 2014, a Argentina pode exportar mensalmente 3,6 mil toneladas de leite em pó ao Brasil.

A medida traz alívio ao setor leiteiro nacional que, às vésperas da renovação do acordo, que vem ocorrendo anualmente desde 2009, se vê ameaçado pela possibilidade de importação excessiva de leite em pó e outros derivados.

Não que o setor queira fechar as fronteiras para os lácteos importados. A preocupação é com importações danosas, como ocorreram em 2009 com a importação de 10 mil toneladas de leite em pó num único mês, desestabilizando o mercado interno

O preço médio de venda do leite em pó da Argentina para o Brasil terá que ser igual ou maior que o mínimo praticado pela Oceania, que é uma referência de preço no mercado internacional de lácteos. Esse valor é publicado quinzenalmente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Já o Uruguai, que vem aumentando sensivelmente as exportações de lácteos ao Brasil a ponto de exportar mais que a Argentina, não aceita assinar acordo semelhante.

Por isso a CNA , atendendo as Federações Estaduais de Agricultura, com apoio do governo brasileiro e da Câmara Setorial do Leite, continua trabalhando  para  sensibilizar o setor leiteiro daquele país a  aceitar um  acordo de cotas e preços.

 

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