Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 14/09/2012 - 12h00
Postado em Notícias

14/09/2012 12h00 - Postado em Notícias

Importação chinesa de milho em 2013 deve cair com altos preços

As importações chinesas de milho em 2013 podem diminuir em mais de 80 por cento em relação às compras estimadas deste ano, disse um instituto do governo nesta quinta-feira, com os preços globais em alta e perspectivas de uma maior produção doméstica detendo as importações. A China, segundo maior consumidor mundial, tem influenciado os preços […]

As importações chinesas de milho em 2013 podem diminuir em mais de 80 por cento em relação às compras estimadas deste ano, disse um instituto do governo nesta quinta-feira, com os preços globais em alta e perspectivas de uma maior produção doméstica detendo as importações. A China, segundo maior consumidor mundial, tem influenciado os preços globais de milho nos últimos dois anos,
ao emergir de país autossuficiente para se tornar o sexto maior importador mundial em 2011/12.

Enquanto os preços do milho nos EUA subiram a máximas recordes com a pior seca em meio século, a China está no caminho de produzir uma safra recorde de entre 197 milhões e 200 milhões de toneladas este ano.

A China deve importar 1 milhão de toneladas de milho em 2013, disse o Centro Nacional de Informação de Grãos e Oleaginosas da China (CNGOIC) em relatório, o que seria o menor nível de importação do grão feito pelo país desde 2009. Em 2012, estima-se que a China compre 5,5 milhões de toneladas.

"Os preços do milho nos EUA em alta causaram alguns cancelamentos de contrato", disse o centro, acrescentando que a maioria das importações deste ano, ainda em volume muito acima do ano passado, tiveram suporte com as compras do governo.

A estimativa da CNGOIC para as importações chinesas em 2013 não é muito distante das 2 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), em seu relatório mensal sobre oferta e demanda divulgado na quarta-feira. O comércio global de milho é de cerca de 90 milhões de toneladas.

"Com a alta que tivemos nos preços globais desde junho, não é mais atrativo embarcar milho para a China", disse Victor Thianpiriya, estrategista de commodities agrícolas da ANZ, em Cingapura. "Parece que eles vão ter uma safra razoável, então eles vão ter um amortecedor."

Os preços do milho em Chicago subiram cerca de 45 por cento nos últimos três meses, por conta da seca.

Usineiros na China têm substituído o milho, mais caro, por trigo para ração, buscando manter um limite para os crescentes custos da engorda de animais. O milho é um importante ingrediente das rações animais na China-maior consumidor e produtor de carne suína do mundo.

O ciclo de preço dos alimentos na China é conduzido em grande parte pela carne suína, principal carne consumida no país. Qualquer aumento nos preços dos alimentos pode elevar a inflação, uma das maiores preocupações da economia chinesa, dado o potencial dos preços em alta de estimularem rebeliões sociais.  Reuters

Fonte : Notícias do Campo

imprensa@faep.com.br