Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 22/06/2017 - 16h34
Postado em Destaques, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite

22/06/2017 16h34 - Postado em Destaques, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite

Governo espera que redução da dose de vacina da aftosa evite reação do gado

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, garantiu no comunicado que a reação à vacina não oferece risco à saúde pública

O Ministério da Agricultura solicitou, no início deste ano, que os laboratórios fabricantes de vacinas contra a febre aftosa reduzam a dose atual de 5 ml para 2 ml. A medida, segundo o ministério, é importante para evitar reações do gado bovino ao produto. O Brasil é livre da febre aftosa e, portanto, não é preciso mais utilizar uma dose reforçada, informou o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), Guilherme Marques, em comunicado.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, garantiu no comunicado que a reação à vacina não oferece risco à saúde pública, ao ser questionado sobre sinais (caroços) encontrados em carne bovina exportada para os Estados Unidos. O governo, preventivamente, suspendeu a certificação sanitária do SIF (registro do Serviço de Inspeção Federal) dos embarques de frigoríficos citados pelo país. Conforme o governo, o mecanismo de auto suspensão é acionado como estratégia para facilitar o retorno das exportações.

Marques observou que a redução da dose de vacina vai reduzir também custos de logística e está em consonância com a programação de retirar totalmente a vacinação do país entre 2019 e 2023. Na ocasião, o Brasil deverá ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da doença sem vacinação, como já ocorre em Santa Catarina.

De acordo com o ministério, outra medida relevante é a retirada do sorotipo C da vacina. Estudo do Centro Americano de Febre Aftosa, que concluiu pela inexistência do vírus da febre aftosa tipo C na América do Sul, foi determinante para recomendação da Cosalfa de suspender a vacinação com esse sorotipo na região. A decisão foi tomada no encerramento da 44ª reunião ordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), em abril deste ano.

De acordo com o estudo, o último foco de febre aftosa com o sorotipo C nas Américas data de 2004. “Por essa razão, bem como em função de estudo que o Brasil tem, tomamos a decisão de, no futuro, retirar o vírus C de toda vacina produzida no país”, disse Guilherme Marques, que também é presidente da Comissão Regional da OIE para as Américas.

Fonte: Revista Globo Rural

Título da Postagem: Governo espera que redução da dose de vacina da aftosa evite reação do gado

imprensa@faep.com.br