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Data da Publicação: 19/12/2019 - 11h04
Postado em Destaques, Notícias

19/12/2019 11h04 - Postado em Destaques, Notícias

Formaturas do Programa AAJ marcam encerramento das atividades em 2019

Formaturas do Programa AAJ, do SENAR-PR, marcam encerramento das atividades em 2019

Entre os meses de outubro e dezembro ocorreram as cerimônias de encerramento das 15 turmas do programa Aprendizagem de Adolescentes e Jovens (AAJ), do SENAR-PR, realizadas ao longo de 2019. As atividades ocorreram nas usinas do grupo Santa Terezinha localizadas nos municípios de Iguatemi, Paranacity, Ivaté/Umuarama, Tapejara/Moreira Sales, Cidade Gaúcha, Rondon e Terra Rica; e também nas empresas Granja Real, em Pato Branco, e Ipê Agropecuária, em Luiziana. A turma do AAJ na Globoaves, em Cascavel, finaliza as atividades apenas em 2020.

Voltado a jovens entre 14 e 24 anos, conforme estabelece a Lei 10097/00, conhecida como Lei do Menor Aprendiz, o AAJ prepara as novas gerações do campo para o mercado de trabalho. Para isso, o programa leva esse público para dentro de um ambiente produtivo, para que aprendam, na prática, uma competência profissional. O resultado é bastante positivo, em média, 70% dos aprendizes acabam contratados ao final do programa.

É o caso do jovem Giuseppe Salvatore Napoli, 18 anos, que realizou o AAJ na usina de Rondon, na região Noroeste. “Eu pensava em entrar numa faculdade, mas não sabia qual curso fazer. No AAJ tive contato com a parte de mecânica e acabei me identificando. É um programa muito bom, além da chance de aprender na prática. E ainda, a gente é remunerado APRENDIZAGEM por isso. É uma oportunidade única para muitos jovens”, afirma o estudante, que decidiu prestar vestibular para o curso de engenharia mecânica após a experiência.

O AAJ tem duração entre 800 a 1,2 mil horas, dependendo da atividade da empresa em que é realizado, sendo sempre metade da carga horária destinada à prática profissional. O programa é dividido em três fases. A primeira é o Núcleo Básico no qual os participantes desenvolvem competências comportamentais (gestão de pessoas, comunicação, liderança, cidadania, etc.). Na sequência vem o Núcleo Específico, no qual os aprendizes abordam os conteúdos voltados à atividade profissional que irão desenvolver. No caso das usinas, a mecânica e a manutenção de tratores e máquinas. A terceira fase é a Prática Profissional, que, no caso das empresas do Grupo Santa Terezinha, ocorre nas oficinas das usinas. É nesta etapa que os aprendizes irão colocar a mão na massa e aprender na prática uma atividade produtiva.

Ao longo deste processo, os alunos do AAJ passam por diversos departamentos (borracharia, elétrica de caminhões, administrativo, etc.). Quando se identificam com algum, eles se aprofundam naquela atividade. Esta estrutura serve não apenas para fazer com que o aluno encontre sua vocação, mas que tenha conhecimento do processo produtivo como um todo.

Apadrinhamento

Quando o aprendiz se fixa em um departamento, entra em cena a figura do “padrinho”, profissional da empresa que irá ensinar ao jovem aquela atividade, acompanhando-o ao longo de todo processo. Cada aluno do AAJ tem um padrinho designado.

No caso de Napoli, seu padrinho foi um funcionário do setor de tornearia da Usina, que ensinou, além do ofício, questões práticas de como se portar em um ambiente profissional, no que tange à responsabilidade e à seriedade da função.

“Vejo que a maior dificuldade dos aprendizes é se adaptar às regras de uma empresa. Como a usina é uma empresa grande, ela tem procedimentos internos muito taxativos. Questão de rotina, ponto, uso do EPI, acaba sendo tudo novidade para eles”, observa Marcio Saldeira, encarregado de treinamento na usina de Rondon.

Segundo o profissional, é visível a transformação por que passam os jovens que iniciam o programa. “Existe um crescimento muito grande desses jovens, no que se refere à responsabilidade, seriedade. Esse momento da oportunidade do primeiro emprego fica marcado na vida de cada um deles”, avalia.

Ingresso

Para participar do AAJ, é obrigatório que o jovem esteja frequentando as aulas, ou que já tenha concluído o Ensino Médio. Desta forma o programa ocorre no contraturno escolar. “É obrigatório estar estudando”, sentencia a instrutora do SENAR-PR, Marlene Fátima Calzavara, que ministra aulas no AAJ.

“O programa também contribui para a vida escolar. Antes de entrar na empresa o jovem não é cobrado, mas quando passa a fazer parte do programa tem que se adequar às responsabilidades da vida profissional. Então ocorre um amadurecimento muito grande e isso repercute na sala de aula”, avalia a instrutora.

Segundo a pedagoga do SENAR-PR e responsável pelo AAJ, Regiane Hornung, nestes dez anos de existência do programa, as empresas perceberam a importância da iniciativa. “O jovem hoje está desprovido de competências, habilidades e atitudes. No AAJ, ele passa por uma transformação. Isso é possível porque o nosso programa tem dois diferenciais muito importantes: a metodologia e as parcerias que são desenvolvidas com as empresas”, afirma.

Essa percepção pode explicar a evolução da iniciativa que vem ganhando corpo a cada ano que passa. Desde 2010, primeiro ano, quase 1,5 mil jovens já concluíram o programa. Para 2020, a expectativa é de continuar neste caminho. “Estão previstas mais turmas para o ano que vem”, adianta Regiane.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

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