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Data da Publicação: 26/08/2014 - 17h06
Postado em Ágide Meneguette, Faep

26/08/2014 17h06 - Postado em Ágide Meneguette, Faep

FAEP propõe “escola de executivos” aos candidatos Beto Richa e Requião

Nesta terça feira (26), a diretoria da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e líderes sindicais rurais entregaram a Roberto Requião (PMDB) e Beto Richa (PSDB), candidatos ao governo do Estado, as principais propostas do agronegócio. Em virtude de sua agenda, as propostas serão entregues à candidata Gleisi Hoffmann (PT), na próxima semana. […]

IMG_4573Nesta terça feira (26), a diretoria da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e líderes sindicais rurais entregaram a Roberto Requião (PMDB) e Beto Richa (PSDB), candidatos ao governo do Estado, as principais propostas do agronegócio. Em virtude de sua agenda, as propostas serão entregues à candidata Gleisi Hoffmann (PT), na próxima semana.

Intitulado II Plano Diretor do Agronegócio, o trabalho produzido por técnicos e consultores da FAEP contém uma análise da economia paranaense e propõe, baseado no fato de que o mapa do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH do estado mostra claramente que, onde a agropecuária é pouco desenvolvida, o IDH é baixo, alternativas para a futura administração.

Um dos principais itens da proposta, porém, está na sugestão para o setor público preencher o vazio provocado “por uma paralisia nas funções estatais que é proporcionar o desenvolvimento econômico e social do Estado”, como lembrou o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

Os sucessivos governos deixaram de se interessar pela formação de quadros técnicos e de executivos. “A última notícia que se tem onde houve um amplo projeto de treinamento para executivos e técnicos foi em meados da década de 1970 com o Programa Paranaense de Treinamento de Executivos, o PPTE”, diz o trabalho.

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O setor público do Paraná se ressente da falta do que se poderia chamar de “núcleos pensantes”, formado por executivos do setor público e técnicos de alto nível. “As prateleiras do Governo do Estado estão vazias há muito tempo, porque os sucessivos governos deixaram de se interessar pela formação de quadros técnicos e de executivos”, avalia a proposta.

Assim ocorre uma grande dificuldade para recrutar técnicos que tenham bom conhecimento da economia, do funcionamento da máquina pública e que possam se relacionar com empresários e investidores locais, nacionais e estrangeiros. Ou formular programas e projetos específicos para atrair investimentos.

“Para resolver esta situação”, propõe a FAEP no documento aos candidatos, “o novo governo precisa com urgência criar uma escola para formar executivos e técnicos do setor público para que atuem daqui a alguns anos. No Paraná, o IPARDES pode se ocupar e assumir essa missão que é estratégica para o futuro do agronegócio e da economia paranaense”.

Enquanto não há essa formação de novos quadros, complementa a FAEP, a alternativa são consultorias – pessoas físicas ou jurídicas – que possam, no período inicial, formular propostas para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, incorporar inteligência local como forma de treinamento. “Tal procedimento é para ganhar tempo e acelerar as ações de governo. Ações tradicionais de governo não são mais suficientes para induzir o desenvolvimento econômico e social não só do agronegócio do Paraná, mas de sua economia”, reflete o documento.

“O produtor rural terá que buscar melhorias na gestão da propriedade e os governos devem exercer seu papel de indutor do desenvolvimento econômico e social do agronegócio do Paraná”, disse Ágide aos candidatos.

Setor estratégico

Apesar de representar diretamente apenas 34% do PIB do Paraná, o agronegócio tem um alcance indireto muito grande na maioria dos municípios do Estado, irradiando seus efeitos econômicos através das cadeias da indústria, do comércio e serviço. Prova disso é que quando há calamidades climáticas que afetam a produtividade agrícola, a economia paranaense padece como um todo.

O Paraná é um dos maiores produtores agropecuários do país. Trata-se do maior produtor de aves, trigo e feijão e segundo maior produtor de soja milho e mandioca. A maioria dos municípios do estado depende das atividades do agronegócio.

Sua área plantada com milho primeira safra e soja está estabilizada 5.300 e 5.500 hectares. Os aumentos na produção de grãos devem-se ao aumento na produtividade por hectare, uma vez que a área não aumenta. Nesse sentido, o Paraná pode se orgulhar do seu produtor rural, que está sempre em busca de novas tecnologias e técnicas de manejo para melhorar seu rendimento.

Para baixar o resumo do II Plano Diretor do Agronegócio clique AQUI:

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