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Data da Publicação: 09/09/2013 - 12h00
Postado em Notícias

09/09/2013 12h00 - Postado em Notícias

Façam suas apostas

O mercado começa a definir as apostas na temporada 2013/14 no Paraná, com tendências que devem ser seguidas à safra nacional. Preços altos estimulam incremento de área e investimento em tecnologia, enquanto os preços baixos reduzem sobremaneira o interesse em algumas culturas. Parece óbvio, uma vez que são fundamentos de mercado. Porém, variações extremas não […]

O mercado começa a definir as apostas na temporada 2013/14 no Paraná, com tendências que devem ser seguidas à safra nacional. Preços altos estimulam incremento de área e investimento em tecnologia, enquanto os preços baixos reduzem sobremaneira o interesse em algumas culturas. Parece óbvio, uma vez que são fundamentos de mercado. Porém, variações extremas não costumam ser saudáveis aos sistemas de produção e podem provocar desequilíbrios entre as cadeias. Um exemplo clássico está na avicultura, atividade altamente dependente da produção de milho.

De qualquer forma, a primeira estimativa oficial para a safra paranaense do verão 2013/14, divulgada na semana passada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (Seab), sugere um aumento de 0,3% na área plantada. Variação pequena em porcentual, mas que em número absoluto representa um incremento de quase 19 mil hectares, para uma área total de 5,82 milhões de hectares.

Contudo, como o cultivo sequer teve início, qualquer que seja a projeção ela pode se revelar um tanto frágil, a considerar clima e mercado das próximas semanas, como também a variável de desempenho da safra dos Estados Unidos. Parte das lavouras norte-americanas sofre com veranicos que afetam a produtividade no Corn-Belt. Não restam dúvidas de que os Estados Unidos terão uma grande safra. Porém, qualquer ajuste, por menor que seja, desde que seja para baixo, ainda pode influenciar os planos e os preços por aqui.

No Brasil, as projeções mais otimistas para soja, por exemplo, apontam para uma safra que pode chegar perto de 90 milhões de toneladas. Em relatório da semana passada, a consultoria FCStone trouxe 87,47 milhões de toneladas, sendo 17,5 milhões de toneladas para o Paraná. Crescimento de 803 mil toneladas e 54 mil hectares. Em Mato Grosso, o maior produtor, o aumento seria de 699 mil toneladas e 156 mil hectares, para 24,9 milhões de toneladas. O que significa que dá para pensar em uma safra total maior para o Paraná.

Quem vai definir isso é o mercado, o clima, o produtor e, indiretamente, os Estados Unidos. A resposta virá nas próximas semanas, com o início do cultivo nos principais estados produtores.

Mais soja

O Deral mostra que a soja continua sendo a grande estrela do campo no Paraná. A previsão é de que serão plantados 4,85 milhões de hectares no estado, um incremento de 3,6% em área. A produção, se o clima não atrapalhar, teria potencial para 16,13 milhões, volume ligeiramente superior ao recorde de 15,82 milhões de toneladas do ciclo 2012/13.

Menos milho

No milho, como esperado, uma redução considerável de área e produção. A primeira safra deve ocupar uma área 19% menor, o equivalente a 165 mil hectares de redução. Essa área deve migrar principalmente para a soja e também para o feijão. A extensão a ser cultivada com o cereal no verão será de 711 mil hectares. O volume tem potencial para 5,9 milhões de toneladas, 1,25 milhão de toneladas a menos em relação à 2012/13. O Paraná é o maior produtor nacional de milho de 1.ª safra.

Mais feijão

Com preços tão atrativos quanto os da soja, na próxima safra de verão a produção de feijão pode crescer quase 30%, para 426,8 mil toneladas. São quase 97 mil toneladas a mais. Com a cotação acima de R$ 130/saca de 60 quilos, tanto da variedade preto como para a de cor (branco), natural a opção pelo feijão em detrimento do milho. Resta saber se essa cotação consegue se sustentar com uma produção adicional de quase 100 mil toneladas e um consumo bastante ajustado à demanda.

Gazeta do Povo

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