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Data da Publicação: 16/08/2013 - 12h00
Postado em Notícias

16/08/2013 12h00 - Postado em Notícias

Erva mate recupera preço e anima produtores no Paraná

Planta nativa também pode ser usada para recuperação da reserva legal nas propriedades

Planta símbolo do Paraná, ao lado da araucária, a erva mate já não está mais tão amarga para o produtor paranaense. Pelo contrário. Depois de passar um longo período de muita oferta, que fez seu preço despencar para R$ 8,36 a arroba da erva verde em 2012, ela recuperou sua rentabilidade em 2013, atingindo no mês julho o preço de R$ 15,16 a arroba, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB).
Em alguns casos o preço chegou a triplicar, como observa o produtor Clóvis Bütenbender, que produz e industrializa erva mate na região de São Mateus do Sul, "Ano passado estava R$ 0,50 o quilo. Agora conseguimos vender a R$ 1,45 o quilo da erva crua", observa. Segundo ele, a retomada do preço deve-se à escassez do produto no mercado "Hoje tá faltando, todo mundo está sem estoque", diz.

A ampla oferta ocorrida na década de 1990 e no começo da década de 2000, fez com que o preço do mate diminuísse, levando muitos produtores a substituír os ervais por lavouras de outras culturas, como a soja e o milho. Com a diminuição do cultivo, a disponibilidade diminuiu e o mercado passou a pagar mais pelo produto, que alimenta não apenas a indústria do chimarrão, do chá quente e das bebidas geladas, mas também migra para produtos como cosméticos e alimentos sólidos, como bolachas.

Em 2012 a produção de erva mate no Paraná foi de 337,4 mil toneladas, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Os ervais estão presentes em 151 cidades do Paraná, sendo os maiores produtores de 2012 os municípios de Cruz Machado, São Mateus do Sul, Bituruna, Paula Freitas, General Carneiro, Inácio Martins, Prudentópolis, que juntos responderam por 60% da renda gerada pela erva-mate no Estado.

Nos últimos, anos a oferta da erva vem seguindo uma trajetória estável, que pode mudar num futuro próximo com o bom preço que vem sendo pago aos produtores atualmente. Porém, aqueles que decidirem adotar esta cultura terão que planejar seus investimentos com cuidado, pois a planta demora, em média, seis anos para estar boa para a colheita das folhas.

Reserva legal
Outra boa notícia que vem dos ervais é a possibilidade aberta pelo novo Código Florestal de utilizar espécies exóticas e nativas, como a erva mate, para realizar a recuperação da Reserva Legal e sua exploração econômica.

A planta também pode ser usada na recomposição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) das propriedades enquadradas na categoria de agricultura familiar.

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