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Data da Publicação: 10/08/2016 - 14h46
Postado em Agrinho, Destaques

10/08/2016 14h46 - Postado em Agrinho, Destaques

Entidades do agronegócio são fundamentais no processo de sucessão familiar

Em entrevista, Zander Navarro, que será um dos palestrantes do evento de premiação do programa Empreendedor Rural, destaca o desafio para todas as famílias, das mais abonadas às de menor renda

Tanto quanto os preços das commodities, as tecnologias adotadas nas lavouras e as novas variedades de sementes disponíveis no mercado, a sucessão familiar figura entre os principais temas debatidos no campo (e fora dele). “Independente do ramo produtivo, da região, da intensidade econômica ou dos recursos, a sucessão na atividade agropecuária é hoje um desafio para todas as famílias, das mais abonadas às de menor renda”, destaca Zander Navarro, sociólogo, professor e pesquisador da Embrapa Estudos e Capacitação, em Brasília.

Para Navarro, que será um dos palestrantes do evento de premiação do programa Empreendedor Rural, promovido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR no final do ano, o processo de sucessão precisa ser realizado em parceria do pai com o filho, com apoio decisivo das organizações do campo, cooperativas, extensão rural, movimento sindical (patronal e de trabalhadores rurais) e ONGs, ou seja, toda e qualquer entidade que se dedica ao desenvolvimento rural. “Essas participações na transição no comando dos estabelecimentos rurais reduz os conflitos e cria mecanismos para suavizar a transição”, destaca.

Acompanhe detalhes da entrevista que Zander Navarro concedeu ao Boletim Informativo da FAEP.

Boletim Informativo – Muitos jovens estão deixando a fazenda para ir morar nas cidades. Quais os efeitos que esse processo pode gerar?

Zander Navarro – No geral, a vida rural é muito precária. Os serviços de saúde são péssimos, a educação para as crianças é ruim e existe também o isolamento social. Em algumas regiões, as moças estão deixando o campo primeiramente, pois detêm níveis de escolaridade mais altos e encontram emprego nas pequenas cidades de sua região. Assim, a razão de gênero (relação entre homens e mulheres, segundo faixas de idade) está se desequilibrando contra os rapazes. Se esse fenômeno continuar, o processo de esvaziamento do campo se tornará irreversível, pois as comunidades rurais se tornarão intoleravelmente “masculinizadas” para os rapazes que permanecerem no campo.

BI – De uma forma geral, os produtores brasileiros estão preparados, ou melhor, preparam seus filhos para sucessão nos negócios?

ZN – Não, de forma alguma. São raros aqueles que discutem o assunto e se preparam para o dia em que precisarão transferir o controle do patrimônio para um dos membros da família. É um tema emergente, para o qual não estamos ainda preparados, nem a maioria das famílias rurais e nem aqueles interessados no destino das regiões rurais ou da produção agropecuária.

Leia a entrevista completa 

 

Título da Postagem: Entidades do agronegócio são fundamentais no processo de sucessão familiar

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