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Data da Publicação: 15/09/2017 - 16h57
Postado em Destaques, Viagem Técnica

15/09/2017 16h57 - Postado em Destaques, Viagem Técnica

Energia que renova os Alpes

Áustria tem 300 usinas de biogás, mas corte de subsídios governamentais preocupa produtores

A Áustria tem a meta de atingir 95% de sua matriz enérgica por meio de fontes alternativas até 2030. No início de 2000, o governo local começou a incentivar instalações para produção de energias renováveis (biogás, fotovoltaica e eólica), para calor, eletricidade e combustíveis, por meio de subsídios para a construção da estrutura física e na tarifa energética. Também houve estímulo para a realização de pesquisas.

Hoje, 6% da energia produzida no país vêm da biomassa, 14% de hidrelétricas e 5% de energia eólica. Ao todo, são 300 usinas de biogás na Áustria, que para serem sustentáveis necessitam vender além da energia elétrica o calor para uso na calefação das casas e processos industriais. O governo austríaco está reduzindo o subsídio e quem investiu está preocupado com o futuro. O casal Elizabeth e Und Kurt Tauschmann iniciou há 13 anos a produção de biogás, utilizando dejetos de suínos e resíduos de milho, na propriedade da família, a Fazenda Styriabri. Eles investiram 2 milhões de euros, financiados pelo governo. Os Tauschmann ainda devem 200 mil euros e estão tentando prorrogar o prazo, de 13 anos, por mais três anos.

A usina deles, com capacidade anual de 8 mil megawatts, produz 4 mil megawatts ao ano. “Produzimos em seis horas o que uma família de quatro pessoas consome ao ano, que é cerca de 3 mil kW”, afirma Kurt Tauschmann. “A lei define o que pode ser utilizado como substratos. Nós podemos utilizar matérias renováveis na propriedade, exceto resíduos orgânicos das cidades”, explica.

A delegação de produtores e técnicos de instituições parceiras e do Sistema FAEP/SENAR-PR, que está viajando pela Europa, conheceu a área de 150 hectares da família, considerada grande para a região. Eles ainda somam mais 100 hectares arrendados em uma das vilas da região de Steiermark, que já foi a maior produtora de tabaco da Europa e hoje é grande produtora de vinho. A propriedade da família Tauschmann foi construída em 1832.

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Título da Postagem: Energia que renova os Alpes

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