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Data da Publicação: 31/01/2013 - 12h00
Postado em Notícias

31/01/2013 12h00 - Postado em Notícias

Cresce procura por crédito rural

Bancos e cooperativas de crédito registram aumento de até 52% nos valores dos empréstimos para a safra 2012/2013

Se depender do crédito liberado até agora para a safra 2012/2013, esta promete ser uma das melhores dos últimos anos. Com o bom resultado da safra anterior – com produtividade e bons preços de mercado -, os produtores rurais de Londrina e região foram aos bancos com bastante entusiasmo, financiando tanto o custeio quanto investimentos. Em uma das maiores cooperativas de crédito da região, o Sicredi, o crescimento do valor dos empréstimos chegou a 52% entre um ano-safra e outro. Na superintendência regional do Banco do Brasil, faltando ainda cinco meses para encerrar o ano-safra, 70% do valor total investido na safra 2011/2012 já foi liberado.

O Sicredi União Paraná, que atende 72 cidades do Norte e Noroeste do Estado, emprestou, até o momento, cerca de R$ 380 milhões para os produtores. Número 52% maior que o registrado na safra anterior, em torno de R$ 250 milhões. De acordo com Rogério Machado, diretor-executivo do Sicredi, a cooperativa tem atendido a totalidade da demanda e "não tem medido esforços para disponibilizar as melhores taxas e não só no crédito rural", afirma. Hoje, segundo ele, a cooperativa é o terceiro maior repassador de crédito rural do Estado. "Nessa região, nós já temos atendido 30% da demanda de crédito." A inadimplência, segundo ele, está em 0,48%, considerada muito baixa, principalmente pela característica única do cliente ser também dono do banco. "Nosso associado é dono do empreendimento e nós temos a política de estender prazos de financiamentos quando o produtor comprova alguma dificuldade com o clima, por exemplo", diz Machado.

O produtor rural Douglas Luciano Agaci, 36 anos, planta soja, milho, feijão e café na região. Ele prefere pegar o dinheiro para o custeio no Sicredi. A justificativa, segundo ele, é que a taxa de juros é um pouco mais em conta que nos bancos tradicionais. "Além disso, não tem tanta burocracia porque sou associado. O dinheiro sai bem mais rápido e sem problemas." Já o produtor Wilson Pan, 68 anos, que planta soja em Londrina, também optou por uma outra cooperativa de crédito, também pela taxa de juros e facilidade. "Parece que eles entendem melhor nossos problemas que um banco. Não tem burocracia nenhuma."

A superintendência regional do Banco do Brasil, que atende 61 cidades da região, emprestou – até o momento – cerca de R$ 640,74 milhões no ano-safra 2012/2013, enquanto no ano-safra anterior o valor total chegou a R$ 921,53 milhões. "A expectativa é que, até junho, ultrapassemos esse valor", antecipa o gerente de Agronegócios no Estado, Pablo da Silva Ricoldy. Segundo ele, a taxa de inadimplência é baixa, 0,5%, uma das menores registradas pelo banco em todo o País.

Para Ricoldy, as expectativas são as melhores possíveis, principalmente pelos bons resultados da safra anterior. "O mercado já deu uma crescida boa e tem possibilidade de crescer mais porque os produtores resolveram investir para melhorar a produtividade. Máquinas, equipamentos, correção de solo e de pastagens, compra de gado para melhoramento genético, tudo isso está sendo feito. E o que vem pela frente sinaliza investimentos ainda mais fortes."
O próprio Banco do Brasil pretende abrir, nos próximos meses, uma linha de crédito para o custeio antecipado da safra 2013/2014. "Isso significa que o produtor vai poder comprar os insumos com preços melhores", afirma Ricoldy.

Jornal de Londrina
Telma Elorza

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