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Data da Publicação: 26/10/2012 - 12h00
Postado em Notícias

26/10/2012 12h00 - Postado em Notícias

Como foi a semana de commodities

Mercado externo A semana começou positiva para as commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. No caso da soja, diferentes fatores influenciaram os preços internacionais, a saber: quadro mundial de oferta, demanda e estoques; fase final da colheita do grão nos Estados Unidos, a questão climática na América do Sul, com possibilidades de atraso no plantio […]

Mercado externo

A semana começou positiva para as commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. No caso da soja, diferentes fatores influenciaram os preços internacionais, a saber: quadro mundial de oferta, demanda e estoques; fase final da colheita do grão nos Estados Unidos, a questão climática na América do Sul, com possibilidades de atraso no plantio por conta das chuvas irregulares e por último, mas não menor importante, o desenrolar da crise europeia.

A ausência de novidades mais consistentes deixa o mercado mais relaxado e novamente, na quinta-feira (25), o movimento de realização de lucros provocou queda, após dias de operar no azul.

Soja

As chuvas irregulares, principalmente no Centro Oeste brasileiro (falta de umidade no solo), começam a acender a luz vermelha no mercado porquanto poderá ocorrer atraso no plantio. O plantio e clima na América do Sul são o foco do mercado. O relatório de Safras & Mercado traz a previsão da produção brasileira na safra 2012/13 de 82,47 milhões de toneladas e produtividade média estimada em 3.024 kg por hectare. Qualquer notícia a respeito do clima no Brasil e na Argentina influenciará diretamente nos preços na Bolsa de Chicago.

O desempenho dos preços internacionais do grão, na Bolsa de Chicago, no período 22 a 25.10.12 foram de alta, chegando a alcançar, na quarta-feira (24) o patamar de US$ 34,63 por saca, o mais alto no decorrer de outubro.  Na quinta-feira, com a realização de lucros, os preços recuaram fechando novembro/12 a US$ 34,49 por saca, queda de US$ 0,14 por saca.

Milho

Para o milho, a notícia de liberação na União Europeia da importação de milho transgênico, impulsionou os preços. Os contratos para dezembro foram negociados a US$ 17,98 por saca.  Já para março/13 o referencial foi de US$ 17,79 por saca. A colheita norte-americana alcança 87% do previsto. Na quinta-feira (25) os preços indicaram queda, operando no vermelho, com dezembro/12 cotado a US$ 17,53, recuo de US$ 0,30 por saca,pressionados pela queda nas exportações semanais norte-americanas.

Trigo

A notícia vinda da Ucrânia de suspensão das exportações de trigo impulsionou os preços na Bolsa de Chicago. O receio de falta do cereal no mercado interno levou à adoção da medida. O governo estabeleceu uma meta de 5 milhões de toneladas para serem exportadas. Com isso, os futuros para dezembro fecharam a US$ 19,50 por saca. Após dias de alta nas cotações, o trigo voltou a operar em baixa  e fechou a quinta-feira, cotado a US$ 19,26 por saca.

Mercado Interno

O preço médio da soja  levantado pela SEAB foi de R$ 69,45 por saca, um ganho no período de R$ 1,02 por saca.  Já em outubro, o grão mostra uma variação negativa de R$ 0,45 por saca. No caso do milho, o período foi de  ganho, com preço médio de R$ 25,17 por saca. Para o trigo, a colheita aponta 75% realizada e uma comercialização de 22%.  O cereal registra um aumento de 34% em relação a outubro de 2011. Preço médio de R$ 33,80 por saca.

 

Exportações do Agronegócio Paranaense

As exportações totais do Paraná, no acumulado janeiro-setembro de 2012, passaram de US$ 13,18 para US$ 13,35 bilhões, o que significa um pequeno acréscimo de 1,2% As importações somaram US$ 14,40 bilhões. O dólar mais baixo favorece as importações, notadamente de produtos de maior valor agregado.  Com isso, o saldo da balança comercial paranaense foi deficitário em US$ 1,05 bilhão.

Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que de janeiro a setembro de 2012, as exportações do agronegócio paranaense decresceram e passaram de US$ 9,78 para US$ 9,77 bilhões, resultado da queda nas receitas do complexo soja, carne e sucroenergético.

Por outro lado, as exportações de produtos florestais e milho garantiram bons resultados.  A participação do agronegócio paranaense nas exportações totais do Paraná representa 73%.  Os principais agregados (complexo soja, carnes, sucroenergético, produtos florestais) somam US$ 8,07 bilhões, significando 83% da pauta das exportações do agronegócio estadual. O Paraná ocupa a terceira posição nas exportações brasileiras do agronegócio, com uma participação de 13,7%, após os estados de São Paulo e Mato Grosso.

No período em análise, o complexo soja (grão, farelo, óleo bruto e óleo refinado), apontou uma pequena redução na receita, passando de US$ 4,73 bilhões para US$ 4,56 bilhões. Esse segmento participa com 46,7% das exportações do agronegócio paranaense e alavanca as exportações paranaenses.  As exportações de soja em grão via Porto de Paranaguá cresceram 9,7%, passando de US$ 2,87 bilhões para US$ 3,15 bilhões, com aumento no preço médio do grão de 6% (US$ 513,36/t).

O volume embarcado registrou um crescimento residual, passando de 5,97 milhões para 6,14 milhões de toneladas. O volume embarcado por Paranaguá significa 19,5% do total brasileiro exportado no período (31,6 milhões de toneladas). Com relação ao farelo de soja, a receita foi menor, somando US$ 1,04 bilhão e volume exportado de 2,45 milhões de toneladas.  Já as exportações de óleo bruto foram menores somando US$ 474 milhões, resultado da queda no preço.  Quanto ao óleo refinado, a receita caiu de US$ 88 milhões para US$ 67 milhões.

O agregado  carnes (aves, bovina, suína e outras) aponta um decréscimo nas exportações, passando de US$ 1,72 para US$ 1,71 bilhão. Esse complexo participa com 17,5% nas exportações do agronegócio estadual.  É o segundo em ordem de importância.

As exportações de carne de frango (in natura e industrializada), principal carne exportada, passaram de US$ 1,36 para 1,39 bilhão, ou seja, um aumento de 1,6%.   Já as exportações de carne suína indicaram queda passando de US$ 100 para US$ 89 milhões e volume embarcado caindo de 38 mil para 35 mil toneladas. Nas exportações de carne bovina a receita obtida foi menor em 17%, caindo de US$ 43 milhões para US$ 36 milhões.

O agregado sucroenergético registrou exportações de US$ 870 milhões contra US$ 1,21 bilhão em igual período de 2011 (queda de 28,5%), com redução no volume comercializado e queda nos preços de exportação.  A receita com o açúcar somou US$ 781 milhões, tendo como pano de fundo a queda do preço do açúcar no mercado internacional.  As vendas externas de álcool caíram de US$ 111 milhões para US$ 89 milhões

As exportações de milho em grão via Porto de Paranaguá totalizaram US$ 545 milhões e uma quantidade embarcada de 2,12 milhões de toneladas. Já as exportações brasileiras do grão geraram receita de US$ 2,45 bilhões e um volume embarcado de 9,4 milhões de toneladas.

PREÇOS MÉDIOS RECEBIDOS PELO PRODUTOR – Praças Paraná – Média de 22.10 a 25.10.2012

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