Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 22/01/2014 - 10h36
Postado em Agronegócios, Soja

22/01/2014 10h36 - Postado em Agronegócios, Soja

Clima e farelo derrubam preço da soja

A combinação entre a melhora do clima na Argentina e a expressiva queda nos preços do farelo de soja empurrou a oleaginosa ladeira abaixo na bolsa de Chicago ontem. Os contratos de soja em grão para maio encerraram a sessão passada em forte queda de 2,6% (33,25 centavos), a US$ 12,64 por bushel. Também em […]

soja_3GA combinação entre a melhora do clima na Argentina e a expressiva queda nos preços do farelo de soja empurrou a oleaginosa ladeira abaixo na bolsa de Chicago ontem. Os contratos de soja em grão para maio encerraram a sessão passada em forte queda de 2,6% (33,25 centavos), a US$ 12,64 por bushel. Também em Chicago, os contratos de farelo para o mesmo vencimento recuaram mais de 4%.

Conforme Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York, rumores sobre a importação de soja e farelo do Brasil contribuíram para a baixa. O fim do programa de preços mínimos chineses – substituído por uma política de subsídio direto – foi um fator adicional de pressão. “O resultado é que a soja [em grão] devolveu metade da alta que conquistou nas duas últimas semanas”, disse.

As cotações da soja também sofrem com as especulações de que o Brasil terá em breve oferta da oleaginosa para exportação, o que significa que a China poderá cancelar parte das compras que efetivou junto aos americanos para adquirir volumes mais baratos da América do Sul. “Ainda não temos informações oficiais, mas o mercado está na expectativa para que isso aconteça”, afirmou Tomkiw.

De todo modo, a demanda pela oleaginosa dos EUA já apresenta certo arrefecimento. Ontem, o Departamento de Agricultura americano (USDA) divulgou que o país embarcou 1,54 milhão de toneladas de soja na semana entre 10 e 16 de janeiro, 4,7% a menos que na semana anterior, mas dentro das expectativas dos analistas.

No front climático, os mapas meteorológicos indicam temperaturas mais amenas e chuvas nas principais regiões produtoras da Argentina. Essas precipitações tendem a aliviar o estresse nas lavouras, após um período de estiagem.

No curto prazo, disse Tomkiw, a tendência é de preços ainda firmes para a soja, até que haja evidências mais concretas de que a demanda chinesa será empurrada para o médio e longo prazos, com ofertas mais baratas do Brasil.

Fonte: Valor Econômico – 22/01/2014

Título da Postagem: Clima e farelo derrubam preço da soja

imprensa@faep.com.br