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Data da Publicação: 01/07/2020 - 09h48
Postado em Agrinho, Campanha Agro pela Água, Destaques, Meio Ambiente, Notícias

Campanha reúne a família Agrinho em prol da preservação do meio ambiente

Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com governo estadual, vai levar às novas gerações de paranaenses uma importante mensagem de preservação e uso racional da água

Neste ano, os paranaenses sentiram na pele a estiagem, que castigou tanto o campo quanto a cidade. A chuva necessária para a produção do alimento é a mesma que abastece reservatórios e as casas das famílias. Seja na hora de tomar banho ou de semear a terra, a água é fundamental. Apesar disso, em muitos momentos, a população não dá o devido valor, assim como não toma as medidas necessárias para o uso racional.

Para trabalhar a percepção de que se trata de um elemento vital para a manutenção da vida e dos negócios do campo, o Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com a secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e a da Educação (Seed), criou este ano a campanha “Agro pela Água: Família Agrinho de mãos dadas com o Meio Ambiente”. O objetivo é levar às novas gerações de cidadãos paranaenses uma importante mensagem de preservação e uso racional deste recurso, para que não volte a faltar no futuro.

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Para dar vida à campanha, seus porta-vozes serão o Agrinho e seus irmãos Nando e Aninha. Os personagens são velhos conhecidos dos estudantes paranaenses, que anualmente têm um encontro marcado com o Programa Agrinho. Há 25 anos, a iniciativa do Sistema FAEP/SENAR-PR leva para as salas de aula discussões sobre temas como cidadania, meio ambiente, saúde e outros de grande importância na formação de cidadãos conscientes do seu papel no mundo. Mas, por conta da pandemia do novo coronavírus, a edição deste ano do programa foi cancelada.

Desta vez, a missão da campanha é preparar as novas gerações para que protejam e utilizem com sabedoria a água. No meio rural, esse tema tem importância adicional na hora de reconhecer e preservar as nascentes dentro das propriedades, proteger a mata ciliar dos rios e muitos outros pontos ligados à vivência daqueles que mantém relação direta com a natureza. Os habitantes das grandes cidades, além de conhecer mais desta realidade do campo, também poderão melhorar os hábitos de consumo, evitando o desperdício e usando com consciência o líquido da vida.

Segundo a superintendente do SENAR-PR, Débora Grimm, a escolha do tema está alinhada com a missão da entidade, de preparar a população rural para o exercício da cidadania e da busca do desenvolvimento sustentável. “Entendemos que a educação é o principal caminho para o desenvolvimento. Dessa forma, trazer a questão da água para esse debate junto aos jovens é como plantar uma semente, para que no futuro essa mensagem esteja internalizada e, assim, cuidar da água faça parte da nossa rotina, mais do que é hoje”, afirma.

Cenário crítico

O momento é mais do que oportuno. Em 2019, o Paraná enfrentou uma estiagem severa, quando dez meses do ano registraram chuvas abaixo da média histórica. Essa situação se agravou em 2020, marcando a pior seca dos últimos 100 anos. A safra cheia colhida recentemente acaba iludindo aqueles que estão distantes da realidade do campo. A água está fazendo muita falta nas lavouras e nos reservatórios. Desta forma, mais do que necessário, é urgente discutir a sua preservação.

De acordo com o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Julio Gonchorosky, em março, abril e maio deste ano choveu menos de 10% do volume esperado. Essa situação impacta tanto o campo quanto a cidade. “A água é uma só, não existe uma para a agricultura e outra para abastecimento”, ressalta.

A água que abastece a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) vem da Serra do Mar e é retida em grandes reservatórios, enquanto a que abastece as cidades do interior do Estado é coletada diretamente de rios ou por meio de poços artesianos. Sistemas diferentes, mas que enfrentam o mesmo desafio.

“Se Curitiba quer ter água para os próximos 50 anos, a forma mais barata e garantida é preservar a Serra do Mar. No interior, a receita para o abastecimento passa pela conservação de mananciais e aí entra a boa agricultura, com conservação de solo, da mata ciliar e recalque dos aquíferos”, aponta Gonchorosky.

Preservação e harmonia

A campanha também mostra sintonia importante entre os setores público e privado na busca de um objetivo comum. “Essa ação é importante para demonstrar com muita clareza que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas, ter alta produtividade e ainda cuidar e recuperar o meio ambiente”, afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, na relação entre produção rural e o cuidado com o meio ambiente.

De fato, a população rural possui verdadeira vocação para preservação, não apenas por conviver mais intimamente com a natureza, mas porque sabe que a produtividade das lavouras depende do equilíbrio do ecossistema. Sem isso não há solo de qualidade, polinizadores, clima adequado, tampouco água para produção.

Os números comprovam essa estreita relação. Segundo levantamento da Embrapa Territorial, os produtores rurais brasileiros gastam, em média, R$ 20 bilhões por ano para a manutenção das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais nas propriedades rurais (se considerasse o patrimônio imobilizado chegaríamos à cifra de R$ 3,1 trilhões).

Concurso

Como ocorre tradicionalmente no Programa Agrinho, a Campanha Agro pela água terá um concurso para premiar os melhores trabalhos de alunos e professores. As crianças participarão nas categorias Desenho e Redação, enquanto os docentes na modalidade Prática Pedagógica. Por conta da pandemia do novo coronavírus, as aulas foram suspensas de maneira presencial, mas a internet tem permitido que professores e alunos se encontrem em diversas práticas virtuais.

Para não dar moleza para o vírus, este ano, todo o envio da documentação será virtual. Desenhos e redações serão digitalizados e encaminhados à banca examinadora sem a necessidade de utilizar os Correios.

A categoria Desenho é dirigida aos alunos da Educação Infantil (pré-escola) e do 1º ano do Ensino Fundamental regularmente matriculados em Apaes, em escolas da rede pública e em escolas da rede particular de ensino do Paraná. Da mesma forma, a categoria Redação é destinada a alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Concurso será todo pela internet

Todas as ações da Campanha “Agro pela Água: Família Agrinho de mãos dadas com o Meio Ambiente” ocorrem de forma remota, respeitando a necessidade de isolamento social decorrente da pandemia do novo coronavírus. Isso vale, desde a capacitação de professores na modalidade Ensino a Distância (EaD), passando pela produção de materiais de orientação, campanhas e jogos interativos online, até o concurso e sua premiação.

As inscrições acontecem a partir de 14 de setembro até 26 de outubro de 2020, no endereço eletrônico www.sistemafaep.org.br/campanha-agro-pela-agua. O resultado do concurso será divulgado no mesmo endereço na segunda quinzena de novembro de 2020.

Alunos do JAA e AAJ terão categoria especial

Também podem participar do concurso na modalidade redação alunos dos programas Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) e Aprendizagem de Adolescentes e Jovens (AAJ), ambos do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Voltados a um público entre 14 e 18 anos, estes programas despertam a vocação e estreitam os laços da juventude com o setor agropecuário, contribuindo para a profissionalização do campo e combatendo o êxodo rural. Realizados há 15 e 10 anos no Paraná, respectivamente, o JAA e o AAJ atendem anualmente cerca de 4 mil jovens em 200 turmas.

Professores do ensino regular, da educação especial e instrutores do AAJ e JAA podem participar do concurso na categoria Prática Pedagógica. O tema é o mesmo: “Agro pela Água: Família Agrinho de mãos dadas com o Meio Ambiente”. Os docentes terão que elaborar um vídeo de até três minutos mostrando as estratégias e os recursos instrucionais utilizados por eles para abordar o tema da campanha junto aos seus alunos. O vídeo não poderá contar com produção de empresas profissionais, podendo ser feito com um simples celular (tablet, câmera, etc.).

Ao todo serão mais de 400 prêmios para alunos e professores, como tablets, laptop e projetor multimídia. O regulamento do concurso está acessível no site do Sistema FAEP/SENAR-PR (www.sistemafaep.org.br).

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