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Data da Publicação: 15/07/2013 - 12h00
Postado em Notícias

15/07/2013 12h00 - Postado em Notícias

As Águas de junho

A generosidade da natureza dotou o Paraná de grandes rios - Iguaçu, Piquiri, Ivaí, Tibagi - que proporcionam abastecimento de água, energia, fertilidade do solo.

Das barrancas e águas poluídas nas cercanias de Curitiba até as majestosas Cataratas, em Foz do Iguaçu, por exemplo, o Rio Iguaçu rasga o território paranaense num percurso de 1.275 quilômetros. Sua bacia ocupa 70 mil quilômetros quadrados – pouco mais de 1/3 do território do estado ocupado por mais de 4,5 milhões habitantes. O Piquiri cruza o oeste, o Ivaí corta no sentido centro-noroeste e o Tibagi dos Campos Gerais ao norte pioneiro.

Na segunda quinzena do mês passado, as tormentas romperam as barrancas desses rios e de seus afluentes provocando em praticamente todo o Estado cenários de devastação. Com 121 municípios atingidos e um contingente de 165 mil pessoas afetadas, o Paraná registrou um dos piores desastres climáticos de sua história. Em todas as regiões do estado, o volume de chuvas fortes e intermitentes foi 10 vezes superior à média histórica para esta época do ano e os prejuízos estimados inicialmente pelo governo estadual atingiram à casa dos R$ 200 milhões.

O governador Beto Richa decretou situação de emergência em 80 municípios. Essa medida permite que no prazo de 180 dias as prefeituras contratem serviços emergenciais sem muita burocracia.

As condições mais graves foram registradas nas áreas rurais, com as propriedades sendo invadidas pelos rios e a correnteza arrastando plantações, rebanhos, maquinários, instalações, residências.  Barreiras deslizaram, pontes sumiram, estradas viraram riachos.  "Não temos dúvidas de que essa foi uma das maiores catástrofes da história do estado", avaliou o tenente-coronel Edmilson de Barros, chefe de Divisão da Defesa Civil.

Os prefeitos dos municípios em estado de emergência estão recebendo apoio dos técnicos estaduais para elaborar um relatório de diagnóstico dos impactos das enchentes e formatar outros documentos exigidos na liberação do dinheiro destinado à reconstrução. Segundo o tenente-coronel Barros, os recursos existem, mas os municípios só tem 90 dias, contados a partir da assinatura do decreto, para apresentar as propostas de obras.

Veja o balanço dos municípios atingidos na edição desta semana do Boletim Informativo da Faep

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Fonte: FAEP

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