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Data da Publicação: 01/04/2013 - 12h00
Postado em Notícias

01/04/2013 12h00 - Postado em Notícias

Área rural em Quatro Barras faz a alegria da criançada

Área de 110 hectares na Serra da Graciosa é um santuário.

Há poucos quilômetros do centro de Curitiba, um local tem feito a alegria da criançada quando o assunto é contato com a natureza e respeito ao meio ambiente. Localizada na área rural de Quatro Barras, mais precisamente na Estrada do Morro Alegre, a Reserva Serelepe, uma área com 110 hectares na Serra da Graciosa, foi criada com o objetivo de oferecer às crianças um local onde elas possam criar consciência ambiental interagindo diretamente com a fauna e flora da região.

A ideia de criar um espaço com essas características surgiu da proprietária da área, Dona Rosemary Rosa Ribeiro, com um incentivo da filha Mariana. "Nós somos aqui da região de Quatro Barras e naquela situação de estar em busca de uma oportunidade de negócio surgiu a ideia, com um empurrão da minha filha que é bióloga, de criarmos um espaço para as crianças terem um contato maior com a natureza e assim surgiu a Reserva Serelepe", conta a empresária.

Atualmente, o local, que era sede de uma pedreira, conta com uma estrutura para receber grupos de 50 crianças. O passeio dura o dia todo e lá elas caminham por uma trilha sensitiva, na qual ficam de olhos vendados e são provocadas a escutar e sentir o meio ambiente ao redor. "Durante a caminhada elas colocam a mão em potes com terra, pedras, água é até lixo com o objetivo de se aproximarem do local onde estão", diz a bióloga Camila Weiss Greiffo, que faz parte da equipe da reserva.

Além das trilhas, as crianças que vistam o local também tem acesso a um Borboletário, que, segundo as monitoras da reserva, é onde os visitantes passam o maior tempo e ficam mais fascinados. A estrutura conta com uma área onde ficam apenas as lagartas e outra construção, com o berçário dos casulos e um jardim de invernos onde as borboletas ficam soltas. "Temos todas as espécies da região e mostramos, explicando cada fase, desde o nascimento da lagarta, a fase do casulo e transformação em borboletas. E elas ficam super interessadas, pois estão vendo tudo ao vivo. É muito bacana", conta Mariana Rosa Ribeiro, bióloga e um das idealizadoras da reserva.

Segundo Mariana, as crianças ficam mais surpresas com o fato das lagartas de borboletas não serem aquelas que causam queimaduras ao contato com a pele. "Todo mundo acha que elas queimam, mas não. Apenas as lagartas de mariposas queimam. Então, elas veem, perdem o medo e colocam os animais na mão", conta. "É esse tipo de coisa que faz as crianças criar uma ligação com toda essa questão da natureza e meio ambiente. Queremos que as crianças saiam daqui mais conscientes em relação a este tema. E trabalhar com criança e tratando, convivendo com a natureza é um prazer", diz Dona Rose.

Paraná Online

Gerson Klaina

imprensa@faep.com.br