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Data da Publicação: 08/05/2013 - 12h00
Postado em Notícias

08/05/2013 12h00 - Postado em Notícias

AL autoriza hidrelétrica do Baixo Iguaçu

Além da usina do Baixo Iguaçu, outras três hidrelétricas de pequeno porte foram aprovadas ontem pelos deputados

Os deputados estaduais querem mediar a desapropriação dos terrenos que serão alagados na construção da Usina Baixo Iguaçu. Ontem, os parlamentares aprovaram em votação relâmpago a obra, após transformar o plenário em comissão geral e votar a medida em primeiro e segundo turnos, com dispensa da redação final. O líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano (PSDB), coordenou a manobra a pedido de Beto Richa (PSDB).

Quinze dias atrás, o governador almoçou com os políticos e pediu urgência na votação desse projeto. A Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) negocia com o grupo Neoenergia sua entrada no negócio, orçado inicialmente em R$ 1,6 bilhão. A empresa quer 30% da Usina Baixo Iguaçu, cujos investimentos para construção até agora seriam divididos entre a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), o grupo espanhol Iberdrola e o Banco do Brasil Investimentos.

A autorização dos deputados à realização da obra é uma das etapas burocráticas que faltavam ser cumpridas para o início da construção. O empreendimento já tem a licença prévia, mas precisa dos outros laudos ambientais para sair do papel. Quando terminada, Baixo Iguaçu vai gerar 350 MW de energia elétrica (suficiente para atender até 2 milhões de pessoas). Para isso, a área alagada vai desalojar 359 famílias (189 em Capitão Leonidas Marques, 92 em Capanema, 56 em Realeza, 14 em Planalto e oito em Nova Prata do Iguaçu).

Na véspera da votação, representantes da Associação dos Atingidos da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu (Adahabi) estiveram na AL e pediram o apoio dos deputados para negociar o valor da indenização que será paga pelos alqueires alagados. Valdir Rossoni (PSDB), presidente da AL, concordou com a ideia. Nelson Luersen (PDT), Caíto Quintana (PMDB), Professor Lemos (PT), Nereu Moura (PMDB) e Traiano devem compor essa comissão, pois já demonstraram interesse e têm base política na região.

Os membros da Adahabi (criada em 2004) alegam que o preço do alqueire na região beira R$ 150 mil, enquanto a Neoenergia estaria prometendo valores mais baixos, por volta de R$ 66 mil. ”A questão tem interesse social. Meu pai foi indenizado quando construíram Foz da Areia, mas era época de ditadura militar e não tinha como contestar a indenização irrisória. O valor não deu para comprar outra área”, disse Rossoni, ao confirmar a formação desse grupo para mediar as indenizações. Além de Baixo Iguaçu, outras três hidrelétricas de pequeno porte também foram autorizadas. Todas seguem para sanção do governador.

Sandro Nascimento/Alep

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