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Data da Publicação: 12/04/2012 - 12h00
Postado em Notícias

12/04/2012 12h00 - Postado em Notícias

Agricultor “dispensa” R$ 28 bilhões do Plano Agrícola

Dinheiro destinado a financiamento das safras é o maior dos últimos cinco anos. Montante retorna aos cofres do governo para outras finalidades

Cerca de R$ 28 bilhões do volume total de R$ 123 bilhões disponibilizados pelo governo federal por meio do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2011/12 não devem ser utilizados pelos agricultores brasileiros. A estimativa parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cerca de dois meses antes do encerramento do ciclo. De acordo com Caio Rocha, secretário de Política Agrícola do órgão, neste ano devem ser contratados cerca de R$ 95 bilhões até o fechamento da safra, em 30 de junho. Até o momento, R$ 72 bilhões foram consumidos entre julho de 2011 e fevereiro deste ano – cerca de R$ 10 bilhões a mais que no mesmo período do ano passado, conforme o mapa.

"Isso não significa que o produtor não está investindo. Neste ano, com toda estiagem, produzimos 160 milhões de toneladas", ressalta Rocha. Cerca de 20% do valor aplicado do PAP – R$ 18 bilhões – devem ficar nas mãos dos agricultores paranaenses.

De acordo com dados do Ministério, esta é a quarta safra consecutiva que o valor disponibilizado pelo governo federal não é consumido integralmente. Somando as sobras do período, mais de R$ 67 bilhões foram deixados de lado pelos agricultores brasileiros. O montante não pode ser remanejado para safra seguinte e, por isso, retorna aos cofres públicos para novas finalidades. A última vez que houve uso integral do volume foi na safra 2007/2008 quando foram disponibilizados R$ 70 bilhões.

Em cima da hora

Apesar de o Ministério prever que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2012/13 estará pronto em junho, a publicação deve ocorrer apenas em julho deste ano. Para a Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep), o ideal seria que o programa estivesse à disposição dos agricultores dois meses antes do programado pelo governo. "Em maio facilitaria a tomada de decisão e o planejamento dos agricultores. Em junho correria todas as resoluções e questões burocráticas para em julho o dinheiro estar disponível", explica. O secretário do Mapa ressalta, porém, que o produtor não precisa esperar a publicação do PAP para tomar crédito. Os interessados já têm à disposição, no próximo mês, algumas linhas de financiamento de pré-custeio da safra 2012/2013. Desde a abertura de contratos há 20 dias, cerca de R$ 26 milhões já foram liberados pelo Banco do Brasil. "A procura está grande, pois o produtor enxerga a necessidade de adiantar o custeio. Nossa expectiva é liberar R$ 500 milhões, 15% mais em relação ao ano anterior", diz Pablo da Silva Ricoldy, gerente de agronegócio da instituição.

Fonte: Carlos Guimarães Filho – Gazeta do Povo

PAP 2012/13
Paraná terá parte de reivindicações atendidas

A iniciativa das entidades do agronegócio do Paraná de trazer representante do Ministério da Agricultura a Curitiba, no final do mês passado, para apresentar as revindicações do setor para o próximo Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2012/13) deve ter resultado prático. Entre as medidas solicitadas está o aumento do seguro agrícola. "Para essa safra, o governo liberou R$ 174 milhões, valor que cobre apenas 6% da área plantada no Brasil. Pedimos, então, um complemento de R$ 496 milhões", diz Pedro Loyola, assessor técnico da Federação Estadual da Agricultura e Pecuária (Faep). "Vamos fazer um PAP com mudanças, atendendo inclusive a sugestões do Paraná a todo o país, como a proposta para o setor de hortifruticultores, crédito diferenciado para cooperativistas a juro reduzido e criação um programa de inovação tecnológica no meio rural", aponta Caio Rocha, secretário de Política Agrícola do Mapa.

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