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Data da Publicação: 30/04/2015 - 14h18
Postado em Milho, Soja, Trigo

30/04/2015 14h18 - Postado em Milho, Soja, Trigo

Informe – SOJA, MILHO E TRIGO – 30/04/2015

Acompanhe as cotações das principais commodities agrícolas

Por: Tânia Moreira, economista do Departamento Técnico e Econômico da FAEP.

SOJA EM ALTA POR FATORES MISTOS

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Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago tiveram alta na data de ontem sendo o melhor resultado do mês, influenciado por diversas variáveis no dia. No porto de Paranaguá o preço CIF voltou aos R$ 67,00 por saca comparativamente aos preços de R$ 65,30 a R$ 66,00 por saca dos dias anteriores.

A informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de novos negócios para a soja americana da safra 2014/15 e 2015/16 para destinos não revelados, somada ao enfraquecimento do dólar nos últimos dias, o que dá competividade ao produto americano, fortaleceu o sentimento de maior demanda, alimentando a expectativa de que o USDA poderá alterar, em seu próximo relatório de oferta e demanda o número sobre os estoques e exportações americanas.

Considerando isto, mais as perspectivas climáticas favoráveis para o plantio do milho nos próximos dias, os investidores voltaram a buscar pela oleaginosa. Com a possibilidade do plantio do milho ocorrer em normalidade não haverá transferência de área para a soja, o que aumentaria ainda mais o número previsto de área recorde na safra 2015/16.

A alta do petróleo na data de ontem com estoques americanos subindo menos que o esperado pelo mercado, também deu alento às cotações já que teoricamente a alta do petróleo fortalece a demanda por soja em função do incentivo à produção de biodiesel.
Notícias de greve de capitães de navios nos portos argentinos também entrou no radar do mercado. Os analistas apontam que uma retração nas vendas na América do Sul, com o enfraquecimento do dólar nos últimos dias, também foi um fator que contribui para menor pressão nos preços.

No mês, o câmbio teve uma perda de 7,2% que foi acentuada no final do mês. Na data de ontem o recuo do dólar amenizou esta perda com o resultado mensal passando para -5,8%. A fraqueza na data de ontem foi explicada pela decisão do Banco Central americano de adiar a elevação da taxa de juros com os resultados da economia menos aquecidos do que a expectativa. A alta dos juros no Brasil, com alta de 0,5 ponto percentual passando para 13,25% também teve seu papel.

Apesar do cenário fundamental da soja de ampla oferta, no mês o contrato de maio na CBOT teve uma ganho de 1,62% destacando-se a alta de ontem. O contrato de julho ganhou 1,64% e de agosto 1,16%.

No Porto de Paranaguá as cotações CIF perderam 5% no mês. O preço médio recebido pelo produtor, a partir de dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), acumulou perda de 6,7%.

No Paraná, dados da SEAB indicam que comercialização no mês de abril teve um avanço importante em relação ao mês de março, quando os dados mostravam um atraso no percentual comercializado em relação à safra passada. Até 20 de abril o percentual comercializado foi de 48% próximo do percentual comercializado na safra anterior no mesmo período, de 53%. Em março o percentual comercializado era de 31% em relação aos 41% da safra passada.
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Na data de hoje, até às 08:44 o contrato futuro de julho na CBOT operava em alta de 0,51% no valor de US$ 9,93/bushel, com o câmbio em R$ 2,994, com ganho de 1,25%.
MILHO SOBE POR DEMANDA

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Após o USDA relatar vendas de milho para o Taiwan e com o recuo do dólar, tornando o produto americano mais competitivo, os contratos futuros encontraram suporte na data de ontem após as quedas acumuladas na semana.

A alta do petróleo e a queda nos estoques de etanol também proporcionaram alento aos preços na data de ontem.

No mês, o contrato de maio na CBOT acumulou uma perda de 3,29%, contra a perda de 3,03% no mês anterior.

Os preços médios recebidos pelos produtores no Paraná tiveram queda no mês de abril. Em março o preço médio segundo a SEAB era de R$ 21,34 por saca, com o preço médio de abril caindo para R$ 21,08 por saca.

Na semana, o preço médio do milho caiu abaixo do custo operacional de produção calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o mês de janeiro, no valor de R$ 20,36 por saca. Em relação ao custo variável a diferença em relação ao preço médio de abril é de apenas R$ 3,19 por saca.

Na data de hoje, até às 08:44 o contrato futuro de julho na CBOT operava em alta de 0,34% no valor de US$ 3,69/bushel.

 

TRIGO EM ALTA POR CONDIÇÕES DE UMIDADE DO SOLO

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O mercado passou a olhar para o dado da evolução do plantio divulgado pelo USDA verificando uma piora das condições das lavouras em alguns estados produtores, com a ideia de que a chuva ocorrida ainda não tenha sido suficiente para as lavouras de trigo de inverno.

No mês o contrato de maio na CBOT para o trigo acumulou perda de 10,25%, contra o ganho de 5,2% do mês anterior.
Na data de hoje o contrato de julho na CBOT até às 08:44 registrava ganho de 0,21% no valor de US$ US$ 4,84/bushel.
OUTRAS:
* PIB dos Estados Unidos: de janeiro a março o PIB americano variou 0,2% contrariando a expectativa do mercado de que a variação seria em torno de 1%, adiando, assim, a alta da taxa de juros americana.
* Desemprego no Brasil: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) a taxa de desocupação do mês de março foi de 6,2% para o conjunto de seis regiões metropolitanas, ficando acima da registrada no mês de fevereiro (5,9%) e 1,2% acima a taxa registrada no mês de março de 2014 (5,0%), ou seja, 280 mil pessoas a mais, desocupadas em relação à março de 2014.
* Menor salário real: A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE revelou que a queda no valor do salário real para o mês de março foi a maior desde janeiro de 2003.

Título da Postagem: Informe – SOJA, MILHO E TRIGO – 30/04/2015

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