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Data da Publicação: 15/10/2010 - 12h00
Postado em Notícias

15/10/2010 12h00 - Postado em Notícias

Trigo: Colheita segue na mesma toada da semana anterior e chega a 78% no Paraná

grãos

De acordo com o acompanhamento semanal da Secretaria de Agricultura do Paraná, a colheita de trigo avançou nesta semana para 78% da área ante os 73% registrados no início da semana passada. A evolução da operação no estado seguiu praticamente igual à velocidade observada no período anterior e continua se mantendo a frente do percentual apurado no mesmo período do ano passado, que era de 70%. Além das melhores condições de colheita no que se refere à baixa umidade, a menor área plantada nesta safra também está contribuindo para que a colheita desta safra 2010/11 esteja prosseguindo de forma mais acelerada. Quanto à comercialização, é clara a maior liquidez do grão nesta safra em comparação com a anterior, já que na metade de setembro de 2009 tinha-se apenas 6% da produção negociada, e agora o volume de produto na mão dos moinhos está 10 pontos percentuais à frente. Apesar de estar evoluindo semanalmente, a comercialização de trigo ainda é considerada lenta e aquém da expectativa dos produtores que esperavam uma maior facilidade para vender a enorme produção, que superou a anterior em até 15%.

O desenvolvimento das plantas também está mais adiantado nesta safra, igualmente beneficiado pelas boas condições gerais em todas as regiões, sendo que 49% das lavouras ainda a campo estão em fase de frutificação, 23% em fase de maturação e outros 15% em fase de floração. Já os preços pagos ao produtor estão oscilando bastante em regiões pontuais, mas tem-se mantido próximo dos R$ 26,00/ton para o produto da safra passada, enquanto que o produto da safra nova continua permanece mais estável, oscilando entre R$ 480,00 e R$ 490,00/ton. Da mesma forma, muitas praças estão com preços apenas nominais ou cotações ausentes, sem fechamento de negócios e em compasso de espera pela demanda dos moinhos, que por sua vez buscam alternativas de trigo importado de origem paraguaia e uruguaia, que estão entrando no país, extremamente na porção oeste do Paraná com preços bem abaixo daquele estipulados como base para venda pelos produtoras paranaenses. 

Fonte: AF News
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