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Data da Publicação: 12/11/2018 - 08h52
Postado em Destaques, Notícias

12/11/2018 08h52 - Postado em Destaques, Notícias

Maior exportadora do agronegócio no Brasil está prestes a ser vendida

Liderados por integrantes de família rival centenária, acionistas da Bunge nos EUA começam processo de revisão estratégica que pode culminar em venda da gigante de alimentos

“No mundo do agribusiness, os Fribourg são a realeza.

O negócio familiar de 205 anos já moldou algumas das maiores mudanças no comércio global de alimentos, e se tornou um nome bastante conhecido nos anos 60, depois de realizar venda pioneira de trigo americano para a União Soviética. Agora está remodelando os negócios agrícolas na América novamente e sacudindo uma rival histórica: a Bunge Ltda.

“Na semana passada, a empresa da família Fribourg – a Continental Grain – venceu uma campanha de ativismo acionário de seis meses contra a Bunge e ganhou assento no conselho de administração da empresa ao lado de representantes do fundo de commodities D.E. Shaw & Co. Como parte do acordo, a Bunge anunciou um processo de revisão estratégica que pode abrir caminho para a venda da empresa.

O acordo marca um período turbulento para a Bunge, outro negócio com raízes no século 19. A companhia com sede nos arredores de Nova York tem enfrentado turbulências por causa da queda nos lucros, pela perda de seu principal diretor comercial e por ser alvo de frustradas tentativas de aquisição de rivais maiores, como a Glencore e a Archer-Daniels-Midland (ADM).

Para o discreto Paul Fribourg, da sexta geração de descendentes de Simon Fribourg, que fundou a Continental em 1813 onde hoje fica a Bélgica, este é um raro momento sob os holofotes. Ele não apenas tomará assento no conselho de administração da Bunge, mas também presidirá a revisão do planejamento estratégico da empresa.

Reinventar a Bunge não será tarefa fácil. As grandes traders de commodities agrícolas são vitimas de um movimento que já deslocou várias indústrias, do setor de comunicação ao de varejo: a disruptura digital. No passado, as traders embolsavam lucros generosos por possuírem muito mais informações sobre os preços das commodities do que agricultores de quem compravam ou as empresas de alimentos para quem vendiam. Hoje, mesmo o menor produtor agrícola de Iowa, com um celular ou tablet, pode obter informações em tempo real sobre as condições do clima e preços oferecidos a seus concorrentes brasileiros.

Matéria completa em: Gazeta do Povo.

Título da Postagem: Maior exportadora do agronegócio no Brasil está prestes a ser vendida

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