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Data da Publicação: 30/08/2010 - 12h00
Postado em Notícias

30/08/2010 12h00 - Postado em Notícias

FAEP pede solução para comercialização do milho

A FAEP encaminhou aos ministros do Planejamento, Fazenda, Agricultura e Desenvolvimento Agrário um ofício relatando os problemas de comercialização do milho e solciitando a realização de novos leilões do produto. É o seguinte o teor do documento: – O produtor de milho do Paraná está tendo prejuízos em virtude do baixo preço. O preço médio […]

A FAEP encaminhou aos ministros do Planejamento, Fazenda, Agricultura e Desenvolvimento Agrário um ofício relatando os problemas de comercialização do milho e solciitando a realização de novos leilões do produto. É o seguinte o teor do documento:

– O produtor de milho do Paraná está tendo prejuízos em virtude do baixo preço. O preço médio recebido em julho e agosto foi entre R$13,07 e R$13,66 pela saca de 60kg, valor muito abaixo do custo de produção e do preço mínimo de R$17,46. Para reduzir as perdas dos produtores e cumprir a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é necessário que o governo federal dê continuidade aos leilões de Prêmio de Escoamento do Produto – PEP.

Entre o final de maio e agosto, a Conab realizou dez leilões no país, mas o Paraná, líder nacional na produção de milho com uma safra de 13,1 milhões de toneladas, recebeu apoio para o escoamento de apenas 1,25 milhões de toneladas, que representou 7% dos gastos totais do governo federal com PEP, ou seja, R$ 49,1 milhões. Mato Grosso recebeu R$ 443,5 milhões, 64% dos recursos, Goiás 15% e Mato Grosso do Sul 9%.

Nos últimos leilões da Conab, na região mais distante do porto no Paraná, foram arrematados integralmente os lotes de milho, mas com deságio, indicando que existe necessidade de ampliar o número de leilões para viabilizar o escoamento da produção daquela região.

Da safra de verão de 6,8 milhões de toneladas, 73% foram comercializadas. A segunda safra, estimada em 6,3 milhões de toneladas, já foi 66% colhida e 13% comercializada, conforme dados da SEAB/PR.

Portanto, do milho colhido falta ainda comercializar 5 milhões de toneladas. A colheita do milho de segunda safra em andamento se concentra nos meses de julho a setembro, faltando colher 2,2 milhões de toneladas, o que reforça a necessidade da execução da PGPM para evitar problemas de armazenagem e reduzir os prejuízos, tendo em vista os atuais preços praticados.

Diante do exposto, solicitamos a realização de no mínimo quatro leilões semanais de 240 mil toneladas de milho para a Região I, mais distante do porto.

Ágide Meneguette
Presidente do Sistema FAEP

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