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Data da Publicação: 22/05/2018 - 16h33
Postado em Destaques, Notícias

22/05/2018 16h33 - Postado em Destaques, Notícias

FAEP e Sindicatos pedem redução na carga tributária dos combustíveis

Em diversas regiões do Estado sindicatos aderiram ao movimento dos caminhoneiros e fecharam rodovias em protesto

A FAEP e diversos sindicatos rurais em várias regiões do Paraná se posicionaram contrários ao aumento abusivo nos preços dos combustíveis, que motivou uma greve dos caminhoneiros em todo Brasil desde a última segunda-feira (21).

A Federação encaminhou ofício aos deputados estaduais, parlamentares do Congresso Nacional, à governadora do Estado e ao presidente da República, solicitando soluções urgentes para reduzir a carga tributária incidente sobre a gasolina, o diesel e o etanol, que pode chegar a 40% do preço na bomba.

Segundo o documento assinado pelo presidente da FAEP, Ágide Meneguette, “Os produtos da agropecuária são os que mais demandam o uso de combustível, especialmente do óleo diesel, utilizado nas máquinas e equipamentos para plantio e colheita e, principalmente, para seu transporte om destino ao mercado”.

Em diversas cidades os produtores rurais se uniram aos caminhoneiros no protesto. Em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a BR 376 foi fechada, nos dois sentidos, permitindo a passagem apenas de veículos pequenos. Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Paulo Ricardo da Nova, um dos principais componentes do custo de produção das frutas e hortaliças da região está no transporte. “Ninguém aguenta mais o preço do diesel. Nossa renda caiu, mas o diesel em um ano subiu quase 25%. Assim fica inviável”, afirma.

Na região Oeste, a BR 277 também teve seu fluxo interrompido pelo protesto no município de Medianeira. “O combustível representa um grande custo para a agricultura e para os caminhoneiros também. O frete vai influir sobre os custos dos defensivos, dos adubos, das sementes e tudo vai cair em cima do produtor rural”, afirma o presidente do Sindicato Rural do Município, Ivonir Lodi. “Isso é um deboche”, finaliza.

Diversas entidades e empresas ligadas ao agronegócio também criticaram a alta nos combustíveis. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alertou que os bloqueios impedem o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas ao abastecimento das gôndolas no Brasil ou para exportações.

Até o final desta terça-feira (22), diversos sindicatos rurais do Paraná haviam aderido ao movimento e outros avaliavam a possibilidade.

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