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Data da Publicação: 12/08/2011 - 12h00
Postado em Notícias

12/08/2011 12h00 - Postado em Notícias

Clima reduz safras de milho e de soja nos EUA

O clima adverso afetou as culturas de soja e de milho mais do que o mercado esperava. É o que indicam os novos dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Com isso, as perdas na produção serão maiores do que o previsto. Os preços, que já estavam em recuperação ontem, devido à melhora […]

O clima adverso afetou as culturas de soja e de milho mais do que o mercado esperava. É o que indicam os novos dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Com isso, as perdas na produção serão maiores do que o previsto.
Os preços, que já estavam em recuperação ontem, devido à melhora dos indicadores financeiros mundiais, tiveram forte alta por causa desses números pessimistas.
Bom para o Brasil, que participa desses dois mercados externos. O pais será beneficiado pela demanda maior e pela sustentação dos preços.
O cenário fica ainda melhor se o dólar ganhar força diante do real, o que vem ocorrendo nos últimos dias.
Os novos números do Usda indicam safra de 328 milhões de toneladas, 4,1% abaixo da previsão de julho. Essa queda se deve à redução de área de plantio e ao corte na produtividade, que caiu para 160 sacas por hectare. A estimativa anterior era de 166.
O anúncio de queda na safra de milho já era esperado pelo mercado, mas a surpresa maior foi o corte de produção na soja, segundo Daniele Siqueira, da AgRural.
A produtividade de soja cai para 46,4 sacas por hectare nos EUA, reduzindo a produção total do país para 83,2 milhões de toneladas.
A queda de safra forçou o Usda a mexer nos dados de consumo e de exportação para fechar as contas. Mesmo assim, os estoques finais de milho caem para 18,1 milhões de toneladas na safra 2011/12, volume suficiente para apenas 20 dias de consumo.
Os estoques finais de soja devem somar somente 4,2 milhões de toneladas no mercado norte-americano, conforme as novas estimativas do Usda. Se confirmado, esse volume pode trazer problemas para o país, já que é suficiente para apenas 18 dias de consumo.
A queda nos Estados Unidos derruba a produção mundial de milho para 861 milhões de toneladas. A de soja recua para 257 milhões.

Recuperação As commodities agrícolas tiveram forte elevação ontem no mercado externo, puxadas pelos números de queda de produção nos Estados Unidos e pela melhora no cenário financeiro. A maior alta ficou para o milho, com 3,6%.

Ainda em queda O cenário econômico ainda é incerto, o que reflete nos preços dos metais. O mercado se manteve em baixa, com o níquel recuando 3,8% ontem. Nos últimos sete dias, o estanho registra a maior queda, de 12%.

Novos números O relatório do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estima a safra brasileira de milho em 57 milhões de toneladas em 2011/12. A de soja sobe para 73,5 milhões.

Em alta O frango voltou a subir, e o quilo de ave viva alcançou R$ 2,15 ontem nas granjas paulistas. O suíno manteve tendência de queda, com negócios a R$ 50 a arroba no Estado de São Paulo.

Ausente As lideranças das carnes (bovina, suína e de frango) tinham reunião marcada com Wagner Rossi, da Agricultura, ontem em São Paulo. O ministro não pôde comparecer devido a uma reunião de emergência em Brasília.

De olho no Japão A suinocultura quer toda a atenção da Agricultura na missão japonesa que vem visitar o Brasil. Os japoneses são grandes importadores.

Fonte: Folha de S. Paulo – São Paulo/SP – DINHEIRO  

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