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Data da Publicação: 14/01/2011 - 12h00
Postado em Notícias

14/01/2011 12h00 - Postado em Notícias

Avicultura deve crescer 5% este ano

Depois de fechar o ano passado com exportações recordes em volume e um consumo per capita de 44 quilos no mercado interno, o segmento de frango espera um avanço de 3% a 5% na produção e nas exportações em 2011, estimou na quinta-feira a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). No ano que passou, a produção […]

Depois de fechar o ano passado com exportações recordes em volume e um consumo per capita de 44 quilos no mercado interno, o segmento de frango espera um avanço de 3% a 5% na produção e nas exportações em 2011, estimou na quinta-feira a União Brasileira de Avicultura (Ubabef).

No ano que passou, a produção alcançou 12,230 milhões de toneladas, 11,38% mais do que em 2009. As exportações foram recordes e totalizaram 3,819 milhões de toneladas, 5,1% de alta em relação a 2009, segundo a associação. A receita com as exportações cresceu 17%, para US$ 6,8 bilhões, mas ainda ficou abaixo do recorde de 2008, de US$ 6,948 bilhões. Naquele ano, os números do setor ainda não haviam sofrido o impacto da crise mundial, que afetou demanda e os preços internacionais.

Francisco Turra, presidente da Ubabef, disse que a estimativa de crescimento de 3% a 5% é conservadora. A razão para a cautela é a percepção de que "o câmbio não deve melhorar". Afora isso, há perspectivas de pressão de custos no setor este ano por causa da alta do milho e da soja no mercado externo.

Entre os destaques no ano passado está o maior peso da África nas exportações de frango do Brasil, ultrapassando a União Europeia. O continente importou 495 mil toneladas em 2010, o equivalente a US$ 610 milhões. Já a UE importou 471 mil toneladas, por US$ 1,2 bilhão. A receita é superior pois o bloco compra cortes de maior valor.

A China também ganhou importância. As vendas ao país saíram de 24 mil toneladas para 121 mil toneladas (US$ 220 milhões). "Esperamos crescer mais este ano pois novas plantas devem ser habilitadas", disse Turra. Hoje são 24 fábricas autorizadas a exportar e outras 20 devem ser habilitadas.

Além de divulgar os números do frango, a Ubabef também informou ontem outros números da avicultura. As exportações do setor, que incluem frango, perus, outras aves, ovos e material genético, totalizaram US$ 7,392 bilhões ano passado, incremento de 17,07% em comparação com 2009. Em volumes, foram 4,024 milhões de toneladas, alta de 4,51% no ano.

As exportações de carne de peru, que respondem por 6% do total em receita, caíram 3,5%, para 157 mil toneladas no ano passado. Na mesma comparação, a produção recuou de 463 mil toneladas para 337 mil toneladas. De acordo com Turra, a razão para o recuo foi a crise na Europa, principal mercado para a carne de peru do Brasil. No caso dos ovos, as vendas externas alcançaram 27,721 mil toneladas no passado, 25% menos do que no ano anterior. O segmento inclui ovos in natura e ovos produto, como ovos em pó.

Na avaliação da Ubabef, há espaço para avanço dos preços na exportação em 2011. "O cenário é bom porque os estoques são baixos e a demanda é boa", disse Ricardo Santin, diretor de mercados da entidade. A dificuldade é o câmbio.

Ainda no front externo, a Ubabef avalia que a mudança no regime de cotas da Rússia pode beneficiar o Brasil. A cota total caiu de 700 mil toneladas para 350 mil toneladas, mas agora o critério é de nação mais favorecida e não geográfico. Antes, o Brasil tinha disputar a cota "outros" de 35 mil toneladas.

Em relação ao mercado interno, que saiu de um consumo per capita de 37,8 quilos em 2009 para 44 quilos no ano passado, a perspectiva é de que se mantenha firme. "A partir de agora, vai aumentar na forma de produtos processados", disse Ariel Mendes, diretor técnico da Ubabef. Em 2010, a alta da carne bovina estimulou o consumo de frango.

Mendes recebe na semana que vem grupo da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que visitará o projeto-piloto de compartimentalização contra gripe aviária em Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO), Itapiranga (SC) e São José do Rio Preto (SP). O conceito prevê que uma empresa, suas granjas e fábricas de ração, por exemplo, sejam considerados compartimentos em caso da ocorrência de doença.

Fonte:Valor Econômico – Alda do Amaral Rocha – 14/01/2011

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