Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 16/01/2012 - 12h00
Postado em Notícias

16/01/2012 12h00 - Postado em Notícias

Abramilho indica ao produtor planejamento e seguro rural para evitar prejuízo com a estiagem

Para Alysson Paolinelli, presidente-executivo da associação, agricultores precisam se programar para a próxima safra, para tentar cobrir os custos dessa produção

Apesar da quebra na safra de milho causada pela estiagem que atinge o sul do Brasil, mundo continua com boas expectativas e preços para o grão

Mesmo com as secas que atingem o sul do país, o mercado de milho no Brasil e no mundo continua com boas expectativas e preços para os produtores. A indicação, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), é que haja planejamento adequado para a próxima safra e que se crie um seguro rural específico para o milho, a fim de evitar prejuízos – como os que vêm acontecendo nesse início de ano na região Sul.

O levantamento prévio, realizado pelo Ministério da Agricultura, mostra que já há perdas de 32% no Rio Grande do Sul, 19% em Santa Catarina e 17% no Paraná, considerando todos os tipos de plantações.

O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS), Cláudio de Jesus, que também é produtor no Estado, comenta que no Rio Grande do Sul foram plantados aproximadamente 1,1 milhão hectares e a previsão de colheita é de seis milhões de toneladas.

– As perdas giram em torno de 60% a 70%, mas existem algumas áreas da região Sul que estão um pouco melhores, como a divisa com Santa Catarina. As perdas não foram apenas no milho, mas também na soja.

Cláudio explica que um seguro rural específico para o grão manteria os produtores motivados, já que levaria em conta as particularidades da cultura.

Para Alysson Paolinelli, presidente-executivo da Abramilho, o produtor de milho ainda tem esperança que chova na região, pelo menos um pouco.

– Não esperávamos uma seca como essa, mas, já que aconteceu, o ideal é que agora os milhocultores tenham calma e comecem a se programar para a próxima safra, para tentar cobrir os custos dessa produção. Não é um desastre eterno e as perspectivas do mercado são muito boas – afirma. Ele explica que ainda há tempo para avaliar o resultado das lavouras.

O que acontece, de acordo com as entidades, é que a quebra da safra no Sul afeta as demais regiões, pois outros Estados, provavelmente, terão que abastecer os que foram afetados e que precisam fornecer subsídios para as cadeias de aves e suínos.

– O que devemos fazer agora é trabalhar para dar tranquilidade aos milhocultores e estimular que se usem tecnologias adequadas para melhorar as produções. Além disso, é muito importante que se façam os seguros rurais adequadamente – diz Paolinelli.

Milho resistente à seca deve ser solução para evitar novas quebras de safra

Para Cláudio de Jesus, novas tecnologias a serem lançadas no Brasil, como o milho resistente à seca, são de extrema importância para os produtores e devem ser a saída para evitar mais problemas com o clima seco.

– Os agricultores devem cobrar mais pesquisas e agilidade para inserir novas tecnologias no campo, principalmente em relação ao milho. As sementes mais resistentes trazem mais estabilidade para o produtor – aponta.

Fonte: Agência Safras

imprensa@faep.com.br