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Data da Publicação: 25/03/2014 - 11h52
Postado em Agronegócios, Grãos, Milho, Notícias, Sem categoria, Soja

25/03/2014 11h52 - Postado em Agronegócios, Grãos, Milho, Notícias, Sem categoria, Soja

Trabalho duro para enriquecer com as lavouras

Esse processo tem sido mais intenso no Centro-Oeste, onde a renda bruta real do agronegócio aumentou 87,5% no período, e no Sul, com ganhos de 87,7%

soja-(12)Em quase uma década, o valor bruto da produção agropecuária brasileira saltou praticamente 70% em termos reais, segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No mesmo intervalo, ou seja, entre 2005 e 2013, a massa de rendimentos ampliada disponível, que inclui salários, pensões e aposentadorias e desconta o Imposto de Renda retido e as contribuições à Previdência, teve valorização de 52% acima da inflação média do período, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central (BC).

Esse processo tem sido mais intenso no Centro-Oeste, onde a renda bruta real do agronegócio aumentou 87,5% no período, e no Sul, com ganhos de 87,7%.

Hsia Hua Sheng, professor de finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), identifica uma mudança no perfil de consumo no interior do país, como decorrência da elevação na renda no campo, associada a um fluxo mais intenso de capitais em direção àquelas regiões, o que propiciou, entre outros efeitos, “maior transferência de renda também para empresas familiares do agronegócio, o que é excelente para a economia”.

Exemplos de prosperidade nessas áreas agrícolas não faltam. Os pernambucanos José Ranulfo Queiroz e seus cunhados Federico e José Vicente Meira de Vasconcelos decidiram, em 1981, explorar o cultivo de arroz de sequeiro em Jaborandi, município a 300 quilômetros de Barreiras, no oeste da Bahia, estabelecendo ali a Rio Pratudão Agropecuária. Num primeiro momento, o arroz ajudou a “amansar” a terra, preparando-a para receber outras culturas, como a soja.

Nos primeiros anos, relata Queiroz, foi possível tirar do solo apenas 30 sacas por hectare, o equivalente a 1,8 mil quilos, já que as sementes ainda eram mais adequadas às condições de clima e solo do Sul do país. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) cumpriu um papel estratégico ao aprimorar as sementes e desenvolver novas tecnologias de manejo e tratos culturais. Atualmente, a soja já rende o dobro a cada hectare colhido, aponta o produtor.

“O início foi muito difícil. Foram quatro anos aplicando recursos para formar uma boa área até conseguirmos empatar o investimento realizado”, relembra Queiroz. Na safra plantada em 2013 e que começa a ser colhida agora, depois de dois anos de seca na região, Queiroz espera uma produção em torno de 180 mil a 200 mil sacas de soja, equivalente a uma produtividade de 60 sacas por hectare, e 150 mil sacas de milho, numa área total de 6 mil hectares – nem tão grande assim para os padrões do cerrado.

Além de soja e milho, a fazenda ainda produz algodão, o que vinha contribuindo para um faturamento bruto na faixa de R$ 25 milhões a R$ 28 milhões antes da estiagem. No ano passado, Queiroz aponta uma receita próxima a R$ 23 milhões. Mesmo assim, diz ele, o negócio é rentável e hoje já caminha com as próprias pernas, permitindo na safra atual, num exemplo, um investimento de R$ 3 milhões realizado com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e dinheiro próprio na aquisição de um secador novo, colheitadeiras e tratores.

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Fonte: Valor Online – 25/03/2014

Título da Postagem: Trabalho duro para enriquecer com as lavouras

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