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Data da Publicação: 24/10/2014 - 10h36
Postado em Pecuária de Corte

24/10/2014 10h36 - Postado em Pecuária de Corte

Pecuária de 1º mundo

A fazenda Cacic revoluciona com o binômio lavoura-pecuária

Numa área de pouco mais de 600 hectares, próximo ao Lago de Itaipu, no extremo oeste paranaense, uma das regiões mais férteis do Estado, vem acontecendo uma verdadeira revolução na bovinocultura de corte. Na Fazenda Cacic, da família Samek, próxima à Foz do Iguaçu, a integração lavoura-pecuária é a conjugação certa para alcançar a alta produtividade no rebanho de 1.290 cabeças de gado.

A propriedade é administrada por Marcos Samek, irmão do diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e a sua filha Isla Cristina, que conseguem produzir novilhos precoces com 19 arrobas, alimentados a pasto com suplementação e abatidos entre 12 e 14 meses. O resultado surpreendente marca um ponto fora da curva da pecuária brasileira: a média de abates no país é de animais acima de três anos de idade, segundo especialistas da pecuária. “Estamos aperfeiçoando a perfeição”, brinca Marcos.

No último dia 13, sob o calor tradicional daquela região, um grupo de 25 produtores e técnicos participou de um Dia de Campo, promovido pela Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte do Sistema FAEP, presidida pelo engenheiro-agrônomo Rodolpho Luiz Werneck Botelho. Na fazenda, a turma conferiu a fórmula para atingir esses altos níveis de produção.

O diferencial começa na contratação de assistência técnica permanente, um engenheiro-agrônomo, Paulino Takao Sakai, responsável pelo andamento das lavouras e pastagens, e um médico-veterinário, Mário do Carmo, encarregado pelo manejo e sanidade da boiada.

Além disso, o resultado do novilho precoce é diretamente ligado à alimentação. Lá, o mesmo critério utilizado no manejo das lavouras de soja e milho também é aplicado nas pastagens. “Noventa por cento do sucesso começa na boca dos animais. Todos os cuidados que adotamos na área de agricultura, como adubação, manejo do solo e o uso de tecnologia, por exemplo, são utilizados no pasto”, observa Paulino.  Só nas pastagens, por exemplo, utilizam 80 quilos de nitrogênio por hectare e 290 quilos de adubo por hectare durante o inverno e verão, além do “tempero” provocado pelo esterco da boiada.

“Outro ponto forte da fazenda é a forma como fazemos o cruzamento industrial entre as raças bovinas, sempre buscando a maior produtividade”, revela Mário.  Hoje, o cruzamento se dá entre fêmeas da raça Nelore e machos da raça Angus por inseminação artificial. Além da alta precocidade dos bois, o rendimento de carcaça atinge valores de até 60%, com espessura de gordura acima de quatro milímetros. Todos os animais com genética Angus têm um destino certo: a Cooperativa de Carnes Nobres do Vale do Jordão (Cooperaliança) em Guarapuava, a 18 km de Guarapuava.

Enquanto a equipe de reportagem do Boletim Informativo acompanhava a visita dos produtores à fazenda, Marcos mostrou um lote de 20 novilhos com genética Angus no ponto de abate. Os animais foram abatidos (com uma média de 19 arrobas cada e pouco mais de um ano) pela Coopearliança,  no último dia 19, e devido ao bom acabamento dos animais, o valor pago ficou em torno de R$ 143,00 a arroba.

Mário contou que, no mesmo período, um outro lote de bois da raça Nelore foi abatido por um frigorífico da região. Em comparação ao rebanho com sangue Angus, as diferenças são notáveis: os bovinos Nelore foram abatidos com 22 meses e uma média de 18 arrobas (R$ 130,00). Portanto, uma diferença de praticamente um ano entre as duas raças e ainda com maior peso e preço do Angus.

Eis os segredos da família Samek para a produção de novilhos precoces e de alta qualidade, clique aqui e leia a reportagem 

Título da Postagem: Pecuária de 1º mundo

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