Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 11/01/2019 - 12h46
Postado em Agronegócios, Destaques, Milho

11/01/2019 12h46 - Postado em Agronegócios, Destaques, Milho

Milho 2ª safra pode chegar a 68,6 milhões de toneladas, diz Agroconsult

Somada à safra de verão, produção total pode superar os 95 milhões de toneladas

A segunda safra de milho 2018/2019 no Brasil deve totalizar 68,6 milhões de toneladas, de acordo com estimativa da consultoria Agroconsult, divulgada nesta quinta-feira (10/1). Se confirmado, o número representa um acréscimo de 27% em relação ao mesmo na temporada 2017/2018. A área plantada deve aumentar 7,3%, de 11,5 milhões para 12,3 milhões de hectares.

“Em que pese a redução dos preços, que seria um desestímulo para aumento da área, a possibilidade de plantar mais milho dentro da janela ideal acaba estimulando os produtores a arriscar mais nas lavouras”, disse o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, em entrevista coletiva, em São Paulo (SP).

Somando com o que se espera da safra de verão do cereal, Pessoa acredita que a produção total no Brasil no ciclo atual deve superar os 90 milhões de toneladas. Em condições climáticas consideradas normais, o volume colhido pode até superar os 95 milhões de toneladas.

“Se voltarmos a ter uma safrinha robusta, vamos passar de 90 milhões de toneladas com alguma folga. Em condições normais de clima, 95 milhões, o que é significativo e preocupante porque consumimos 60 milhões e estamos entrando o ano com estoque não tão baixo assim”, ponderou o consultor.

Pessoa lembrou que, no ano passado, as exportações brasileiras de milho totalizaram cerca de 23 milhões de toneladas, bem abaixo de níveis recordes de anos anteriores, quando os embarques superaram 30 milhões de toneladas. Ele acredita que o Brasil tem potencial de exportar até 31 milhões, mas isso dependerá dos preços internacionais e do câmbio.

“É mais um olhar pela demanda do que uma tendência. Não temos o câmbio favorável neste momento. Caminhamos para um abastecimento de milho super folgado e dependentes da exportação para termos preços mais equilibrados aqui dentro. Mas é cedo ainda. Estamos plantando a safrinha”, ponderou.

Fonte: Revista Globo Rural

imprensa@faep.com.br