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Data da Publicação: 08/05/2019 - 09h58
Postado em Destaques, Grãos, Milho, Soja

08/05/2019 09h58 - Postado em Destaques, Grãos, Milho, Soja

FAEP solicita ampliação de Zarc no Paraná

Em ofício conjunto com Seab e Ocepar, Federação faz pedido de alterações no zoneamento de acordo com demandas das regiões

No dia 2 de maio, a FAEP, em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab) e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), enviou um ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) no Paraná. O documento elaborado atende as demandas de diferentes regiões do Estado em relação ao Zarc das culturas da soja, milho e citros.

As solicitações dividem-se em cinco especificidades: redução de risco na cultura da soja em sistema de Integração Lavoura Pecuária (ILP) nos solos tipo 1 (arenosos); extensão do plantio da soja em municípios de clima temperado; ajuste e ampliação do Zarc do milho em consórcio com a braquiária; republicação da Portaria para o Zarc das culturas de citros; e inclusão do Zarc do milho segunda safra para os municípios de Mariópolis e Clevelândia, na região Sudoeste do Paraná.

Segundo o coordenador do Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP, Jefrey Albers, que participou da elaboração do documento, as solicitações são em benefício do desenvolvimento agrícola do Estado, tendo o objetivo de aumentar e melhorar a abrangência do zoneamento. “Todos os assuntos abordados no ofício atendem reinvindicações de diferentes regiões e culturas. É muito importante ter um Zarc bem aderente às necessidades do Estado como um todo”, afirma Albers.

Soja

Ainda que o cultivo de soja em solos arenosos no sistema ILP venha apresentando bons resultados há mais de duas décadas, as regiões com este tipo de terreno são enquadradas no nível de risco 40% do Zarc. Conforme cita o documento, “as companhias seguradoras não oferecem seguro rural para agricultores que estão na faixa de risco citada, e as instituições financeiras não oferecem o custeio agropecuário”. Dessa forma, a intenção é a redução de risco de 40% para 30% nos solos tipos 1, com adoção do sistema Integração Lavoura Pecuária, para que os produtores rurais possam ter acesso às políticas de financiamento mencionadas.

Ainda sobre a oleaginosa, o ofício também pede que a data limite de plantio da soja seja estendida até 20 de janeiro em municípios de clima temperado. A solicitação é fundamentada na atual janela de plantio destas localidades, menor em cerca de um mês em relação a regiões de clima subtropical. O coordenador do DTE da FAEP justifica que a ampliação respeita o período de vazio sanitário da soja no Estado, além de permitir a diversificação nas propriedades rurais destes municípios.

Milho

O milho consorciado com a braquiária é uma prática que melhora a qualidade do solo e reduz os gastos com fertilizantes químicos. O Zarc para o consórcio milho-braquiária no Paraná foi estabelecido em dezembro de 2018. Porém, há a necessidade de ajustes no calendário.

O documento aponta a necessidade de extensão das datas de término de plantio do milho-braquiária para que coincidam com o milho não consorciado, e que os municípios que já possuem o Zarc do milho segunda safra sejam incluídos no Zarc do milho-braquiária. Ainda sobre o milho safrinha, é preciso inclur os municípios de Mariópolis e Clevelândia, na região Sudoeste, no Zarc desta cultura.

Citros

Em 2017, o Mapa revogou o Zarc para as culturas de citros no Paraná, incluindo açaí, ameixa, cacau, citrus, coco, nectarina e pupunha. Por meio deste ofício, a FAEP, Seab e Ocepar pedem a republicação da portaria que estabelece o Zarc destas culturas no Estado, devido às dificuldades atuais dos produtores na contratação de crédito e seguro rural.

“Ainda que a metodologia não esteja atualizada, como são culturas perenes, o reestabelecimento deste zoneamento é de grande valia para o produtor paranaense, tendo em vista a importância que essas culturas representam para o Estado. O Zarc irá oferecer mais respaldo e segurança aos produtores de citros”, aponta Albers.

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