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Data da Publicação: 16/08/2012 - 12h00
Postado em Notícias

16/08/2012 12h00 - Postado em Notícias

FAEP: “Erraram o alvo”

Dos 12 trechos ferroviários e 9 rodoviários incluídos pelo governo federal na primeira fase do Programa de Investimentos em Logística, apenas dois cortam o terri­tório paranaense: a ligação ferroviária entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, passando por Mafra (SC) e Rio Negro (PR); e o ramal que ligará Mafra a Maracaju (MS), […]

Dos 12 trechos ferroviários e 9 rodoviários incluídos pelo governo federal na primeira fase do Programa de Investimentos em Logística, apenas dois cortam o terri­tório paranaense: a ligação ferroviária entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, passando por Mafra (SC) e Rio Negro (PR); e o ramal que ligará Mafra a Maracaju (MS), passando por Porto Camargo (PR).

O traçado desses trechos, no entanto, não foi detalhado. Mas já é possível saber que eles não são pequenos: terão pelo menos 1.200 quilômetros de extensão, passando pelas regiões Sul, central e Oeste. O que não significa que tenham agradado a todos.

Para Nilson Hanke Ca­mar­go, assessor técnico e econômico da Federação de Agricultura do Paraná (Faep), trechos importantes para o estado ficaram de fora. "Guarapuava a Ponta Grossa é nosso grande gargalo há anos, mas temos outros, como um novo ramal ligando Guaíra a Cascavel, e um ramal ligando Campo Mourão a Maringá ou Cascavel".

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, considera bas­tante positivo os investimentos anunciados pelo governo por meio setor privado . "Tenho expectativa que seremos contemplados nas próximas fases do pacote, afinal, falar em investimento de logística e deixar o Paraná de fora em obras importantes é inconcebível", opina. Campagnolo acredita que as rodovias e ferrovias do estado farão parte de outros planos de investimento que estão por vir nos próximos meses.

"Para um governo considerado de esquerda, que prioriza os investimentos estatais, ampliar as concessões é uma ruptura de paradigmas, mas também o reconhecimento da impotência do governo de tentar fazer tudo sozinho", defende José Guilherme Vieira, professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Por outro lado, ele questiona a forma como foram escolhidas as obras incluídas no pacote. "Ocorreu uma consulta sobre as necessidades e prioridades de cada estado? Afinal, estamos em ano eleitoral!"

Estado vai cobrar mais obras

Da Redação

A lista de trechos que fazem parte do programa de concessões não agradou ao governo do Paraná. O vice-governador, Flávio Arns, afirmou que o estado vai cobrar a inclusão de novas obras no pacote. "Não fomos ouvidos, não fomos consultados e não fomos contemplados", disse. Ele classificou a situação como "um total descalabro de planejamento", de acordo com informações divulgadas pela agência de notícias do Palácio Iguaçu.

Ele ressaltou que não é possível aceitar que não haja uma única obra rodoviária prevista no pacote. "O Paraná aparece no pacote em duas obras ferroviárias, mas, ao que tudo indica, só está nos projetos por que fica entre São Paulo e o Rio Grande do Sul", afirmou.

Uma lista de obras que o governo local considera es­tratégicas para o Paraná in­clui as BRs 163, 153 (a Ro­dovia Transbrasiliana), 487 (Estrada Boiadeira) e 101. A Trans­brasiliana tem inves­ti­mentos previstos em To­cantins, Goiás e Minas Gerais. O trecho Alto do Amparo-Im­bituva faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento, embora não conste do orça­mento do Dnit. No caso da 101 – que tem um pequeno trecho na Bahia incluído no pro­grama – o governo estadual quer construir o corredor entre a divisa de Santa Catarina e o litoral de São Paulo, passando por Paranaguá.

Nas ferrovias, Arns defende a construção de um trecho entre Guarapuava e o litoral do estado e também de um ramal entre Cascavel e Ma­racaju (MS), passando por Guaíra. A estatal paranaense Ferroeste (que hoje opera o trecho Guarapuava-Cascavel) detém a concessão de uma ferrovia com esse traçado.
Mudança

Valec deixará de ser construtora para ser gestora das ferrovias

Juntamente com o anúncio do pacote de investimentos, o governo informou que os novos empreendimentos do setor ferroviário serão realizados no modelo de Parcerias Público-Privadas. Com isso, a estatal Valec, até agora responsável pela construção de novos trechos ferroviários, passará a ser a gestora da malha. O governo não informou, no entanto, o que deve acontecer com os contratos já firmados pela Valec, como é o caso do trecho da Ferroeste entre Maracaju (MS) e Cascavel, no Oeste do Paraná. A licitação para a elaboração do Estudo de Viavilidade Técnica, Econômica e Ambiental desse ramal foi anunciada em maio pela estatal, como parte de um investimento de R$ 13,7 bilhões para as ferrovias do Sul.

Fonte : Agência Estado/Gazeta do Povo

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